Paulista, dia 3. O que vi – por João Franzin

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Sábado, dia 3, houve novos protestos pelo País contra Jair Bolsonaro. Na Capital de SP, o protesto ocorreu na Avenida Paulista. Como em todas as manifestações (à esquerda e à direita), fui à avenida. Circulei, vi e registro.

Havia muito mais gente do que no último protesto, em junho.

PSDB presente no ato.

Presença majoritária dos movimentos, ou seja, de partidários ativistas.

Muitos jovens e gente classe média. Bom número de idosos, certamente vacinados.
Presença sindical reduzida.

Boa quantidade de bandeiras brasileiras, mas o colorido LGBTQIA+ aparecia mais.

Sem uma palavra de ordem unificadora.

Teve muito Fora Bolsonaro; Bolsonaro genocida; e Bolsonaro ladrão.

Muitos cartazes feitos pelos próprios manifestantes.

Aglomerou em alguns pontos, mas 100% com máscara.

Mais PSTU que PT.

Muitos camelôs. Camelô só vai onde tem bastante gente.

Palavras vacina, genocida etc., presentes.

Emprego, salário, carestia, Emergencial de R$ 600,00, pouco. Gente vendendo broches engajados… agora tem.

Maior caminhão era do PCO contra golpe militar. Eu também sou.

Movimento – Em SP, a manifestação foi basicamente de ativistas e militantes. Povão mesmo (lascado com o preço do gás, a conta de luz, desemprego, demora na vacina e a ausência do Auxílio Emergencial de R$ 600,00) havia pouco.

Observo – Falta ainda palavra de ordem mobilizadora e uma pauta enxuta. Movimento sem pauta, e agenda, pra baixo e pra cima, tende a se esgotar no próprio movimento.

Jornalista, coordenador da Agência Sindical.
www.facebook.com/joao.franzin.1

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João Franzin
João Franzin
Jornalista e coordenador da Agência Sindical

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