Seminário valoriza atuação e memória metalúrgica

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Foi muito produtivo o Seminário de Avaliação e Planejamento 2024, sábado, 18, na sede do Sindicato. Presentes 120 pessoas, com metalúrgicos de 32 fábricas, além de convidados. Evento teve palestras e perguntas. Ao final, homenagem às mães metalúrgicas e sorteio de prêmios.

Na abertura, o presidente Josinaldo José de Barros (Cabeça) ressaltou a importância de planejar o futuro, levando-se em conta as experiências do passado e as lutas de gerações anteriores. Diz Cabeça: “Estamos aqui hoje porque alguém planejou lá atrás. Devemos àquelas gerações muitos avanços políticos e direitos, seja na Constituição, seja na Convenção Coletiva da categoria”.

Ele mencionou conquistas pra cidade, como saneamento básico, passarelas na Dutra e o próprio Poupa Tempo. Mas ponderou que as metas dependem de força política e da eleição de políticos alinhados aos trabalhadores. Cabeça frisou: “Dos 513 deputados, no máximo 140 estão com a gente. A maioria vota contra os direitos trabalhistas. Os metalúrgicos, felizmente, estão protegidos pela Convenção Coletiva”.

Palestras – Os presentes tiveram oportunidade de tirar dúvidas, responder questionário sobre suas demandas e também absorver ótimo conteúdo dos palestrantes.

O advogado Marcílio Penachioni, do nosso Departamento Jurídico, fez um relato das conquistas dos trabalhadores ao longo dos tempo, sobretudo dos metalúrgicos. “Quanto mais se conhecer a Convenção, mais vão valorizar o Sindicato”, afirmou.

Renda – Rodolfo Viana, economista do Dieese, avaliou o crescimento da renda per capita do brasileiro em relação ao PIB nas últimas décadas. Os dados mostram melhorias à classe trabalhadora nos governos progressistas, em que o aumento da renda é indutor da economia. “Diferente do que ocorreu nos governos Temer e Bolsonaro, que jogaram a culpa pelos problemas nos salários e direitos”, alertou.

Juventude – O palestrante Tarcísio Tadeu Pereira destacou a importância de se valorizar a memória das pessoas, famílias e categorias profissionais. Também destacou a gratidão como um sentido humano e de classe. Ele citou estudos mostrando que a geração atual está perdendo o domínio de muitas palavras, o que dificulta pensar, entender e agir.

Tarcísio foi metalúrgico na Volks. Hoje é consultor político, escritor e cineasta.

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