14.5 C
São Paulo
sábado, 23/05/2026

Setor de calçados e a luta da Força por mais segurança no trabalho

Data:

Compartilhe:

Dirigente da Força Sindical participa de Grupo de Estudo que visa a implementação do Anexo 10 da Norma Regulamentadora nº12 que prevê mais segurança no ambiente de trabalho do setor calçadista.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Birigui/SP, Milene Rodrigues, participa de um Grupo de Estudo para que as empresas do setor de calçados cumpram o prazo para implementação do Anexo X da NR-12.O aditivo prevê a adaptação de maquinários do setor de calçados para colocar dispositivos de segurança, evitando acidentes com os trabalhadores.

Para acompanhar a adaptação das empresas às novas exigências, foi criado esse Grupo formado por representantes:

  • do Governo,
  • do Ministério Público Trabalho,
  • do setor patronal (CNI e Abicalçados) e
  • dos trabalhadores (CUT, Força e UGT).

O grupo definiu ações para assegurar o cumprimento das normas, entre as quais, uma pesquisa realizada junto aos trabalhadores por meio eletrônico.

Milene explica que o Sindicato está realizando um trabalho de base para mobilizar a categoria e fortalecer a luta para acelerar a adaptação dos maquinários.

“A pesquisa é rápida, levando cerca de 5 minutos para ser respondida e a participação dos trabalhadores e trabalhadoras é essencial nesta luta pela segurança e bem-estar da categoria e seus familiares”, ressalta Milene que também é Secretária de Saúde e Segurança da Conaccovest e dirigente da Força Sindical.

De acordo com a sindicalista, o questionário tem como objetivo avaliar as condições de segurança das máquinas nas empresas e o cumprimento da NR-12.

“Estas adaptações são urgentes, tendo em vista que algumas máquinas podem causar graves acidentes”, alertou a dirigente sindical.

Milene explica que após a pandemia da Covid-19, o governo estendeu o prazo para a implementação da NR12 até janeiro de 2025, por meio de um portaria do Ministério do Trabalho e Emprego.

“Vamos ficar atentos e cobrar das empresas para que essas adaptações sejam feitas o mais rápido possível e os trabalhadores e trabalhadoras possam estar num ambiente de trabalho seguro”.

MaisSindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Birigui/SP

Conteúdo Relacionado

Diap defende jornada de 40 horas já

Para Neuriberg Dias, diretor de Documentação do Diap, a redução da jornada e o fim da escala 6x1 têm respaldo social, histórico e econômico....

Ganhos salariais reais estão em alta

As negociações coletivas das categorias profissionais seguem mostrando ganhos reais para os trabalhadores. Segundo o boletim “De Olho nas Negociações” (edição 68ª), publicado pelo...

Vitória histórica para a classe trabalhadora

A Corte Internacional de Justiça (CIJ), principal órgão judicial da ONU, sediada em Haia (Países Baixos), emitiu um parecer de importância histórica para o...

Ensino superior privado cogita greve

Segue a luta salarial dos professores e professoras do ensino superior privado paulista. Assembleia dia 14 decidiu manter o estado de greve e ampliar...

De 25 a 28, jornada será definida na Câmara

Após audiência da Comissão Especial da Câmara de Deputados, nesta quarta 20, ficou definido o calendário quanto à tramitação final das matérias, conforme as...