Dia 16, o Sindicato dos Padeiros de São Paulo completou 95 anos. A entidade tem sede no Centro da Capital e quatro subsedes em Santo André, Osasco, Santo Amaro e São Miguel. Possui sede social na mesma rua Major Diogo e Colônia de Férias em Caraguá. A entidade representa cerca de 70 mil trabalhadores. Data-base é 1º de novembro
O Sindicato, presidido por Chiquinho Pereira, acaba de assinar a Convenção Coletiva de Trabalho, com ganhos reais nos salários e Pisos, além de melhorias na CCT. Ficou assim: reajuste salarial de 6,5% – 1,5% acima do INPC. Pisos Salariais, de R$ 2.278,00 nas empresas com até 60 empregados e de R$ 2.380,00 naquelas acima de 60 trabalhadores.
A cesta básica aos empregados é garantida na Convenção. Dois valores: nas empresas até 45 empregados, R$ 95,00 ao mês. Acima de 46, cesta de R$ 130,00. A categoria tem direito de receber PLR. Empresa até 20 empregados paga R$ 380,00 ao mês; de 21 a 35, R$ 550,00; de 36 pra cima, o benefício é de R$ 726,00,00. Nas grandes, o Sindicato tem obtido PLR em valores acima de R$ 4 mil.
Planejamento – Terminada a fase de acordos por empresa, o Sindicato realizará, dia 4 de dezembro, na Colônia de Férias, o Seminário de Avaliação e Planejamento, a fim de debater a conjuntura e organizar-se para as tarefas do ano que vem.
Social – Outro braço de atuação do Sindicato dos Padeiros de São Paulo é o trabalho social. Ao lado da sede, funciona a Escola Profissionalizante. O local, em parceria com o Sebrae e outras entidades, oferece cursos de panificação e confeitaria, qualificando os alunos para que produzam pães e outros alimentos. Além do que produzir para a própria família, o aluno pode fazer desse trabalho uma fonte de renda extra.
Mudanças – Nessas várias décadas, muita coisa mudou para os trabalhadores e sua entidade. Segundo Chiquinho, a relação com o patronato também evoluiu. Ele diz: “Antigamente, mal podíamos passar perto de uma padaria. Hoje, as assembleias são realizadas dentro da empresa”.
Chiquinho Pereira também exalta a importância da Convenção Coletiva. Ele diz: “A situação mudou a partir da Constituição, em 1988. Sua promulgação, num momento de avanço nas lutas pela redemocratização, deu impulso às negociações coletivas. Os patrões diziam que negociar era coisa de metalúrgico”, conta Chiquinho Pereira.
MAIS – Site do Sindicato. Telefones do Sindicato, Sede (11) 3116.7272; São Miguel Paulista (11) 2956.0327; Osasco (11) 3683.3332; Santo Amaro (11) 5686.4959; Santo André (11) 4436.4791.









