20.4 C
São Paulo
sábado, 17/01/2026

Por que Sindicato Forte – Eusébio Pinto Neto

Data:

Compartilhe:

A mudança na dinâmica das atividades econômicas precarizou a mão de obra e aumentou o individualismo no mercado de trabalho. A Reforma Trabalhista teve como foco retirar direitos dos trabalhadores e a força dos sindicatos, que sempre defenderam e lutaram, não apenas pelas suas categorias, mas também por toda a sociedade.

O enfraquecimento dos sindicatos prejudica a sociedade, uma vez que, sem um mercado de trabalho forte, não há crescimento econômico. O desenvolvimento econômico é impulsionado pelo poder de compra, o que resulta na melhoria das condições de vida da classe trabalhadora.

Os sindicatos são fundamentais para a democracia, pois desenvolvem propostas de avanço dos direitos dos trabalhadores que produzem as riquezas do país. Com o retorno do Partido dos Trabalhadores ao governo e a decisão do Supremo Tribunal Federal de permitir que os sindicatos cobrem a contribuição assistencial dos trabalhadores, a sociedade tem a oportunidade de reverter as desigualdades sociais que se agravaram nos últimos anos. A classe trabalhadora deve aproveitar este momento para retomar o seu lugar de destaque nas discussões econômicas e políticas do país.

Os sindicatos garantem os direitos e corrigem as injustiças contra os trabalhadores. Na semana passada, o Sindicato dos Metalúrgicos obteve uma grande vitória na Justiça do Trabalho ao reverter a demissão dos trabalhadores de três fábricas da General Motors, em São Paulo. Os companheiros foram dispensados por e-mail e telegrama. Esta atitude covarde evidencia o quanto o capital explora e desrespeita a classe operária. Em protesto, o sindicato da categoria suspendeu as atividades nas fábricas. A vitória só foi possível devido à união dos metalúrgicos.

As atividades sindicais requerem organização e recursos financeiros. A contribuição assistencial financia diversos serviços oferecidos pelo sindicato e fortalece a entidade, que, com recursos para investir em mobilizações, negocia de igual para igual com os patrões. Essas ações permitem a construção de uma Convenção Coletiva sólida que atenda às necessidades de todos os trabalhadores, e não somente dos sindicalizados. O custeio tem um impacto direto no equilíbrio das relações entre capital e trabalho.

Infelizmente, os sindicatos são alvos de campanhas difamatórias e Fake News que visam manter os trabalhadores sob o julgo do capitalismo, sem direitos e sem proteção social. A sociedade precisa despertar para a relevância do movimento sindical para a manutenção da democracia e a redução das desigualdades sociais.

Reflitam!

Eusébio Pinto Neto,
Presidente do SINPOSPETRO-RJ e da Federação Nacional dos Frentistas

Conteúdo Relacionado

Um mês ativo – Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Sábado, 17, celebra-se o Dia do Delegado Sindical. A figura do Delegado está prevista na própria Constituição Federal, mas, desde 1988, o patronato resiste.O...

A escolha das tarefas – João Guilherme Vargas Netto

Exceto casos de emergência que exijam pronta atuação, os dirigentes sindicais têm a prerrogativa de escolher as tarefas a serem enfrentadas e cumpridas.No dia...

‘Cresce Brasil’ celebra 20 anos – Murilo Pinheiro

Projeto lançado há duas décadas pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) terá nova edição em 2026 com foco na indústria, na valorização profissional e...

Venezuela, imperialismo e o risco das leituras curtas – Ailton Fernandes

Os povos originários da América Latina, assim como os povos africanos escravizados, têm sido vítimas de um longo processo histórico de exploração, negação de...

Saúde mental – João Franzin

Saúde mental(por João Franzin)Faz uns 20 anos, eu me tratava com um médico cardiologista e também homeopata. Falávamos de doenças típicas de algumas profissões,...