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quinta-feira, 26/03/2026

Trabalhador nordestino perde mais

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Após pesquisa da FGV divulgada nesta semana, segunda qual o salário médio do trabalho no Brasil caiu pra R$ 995,00, agora é o Ipea que vem demonstrar perda na renda assalariada. A matéria, no Valor Econômico quinta (17), informa que “trabalhador nordestino lidera perda de renda na segunda onda”. De acordo com a reportagem de Ana Conceição, “região Nordeste tem queda de 7% frente ao recuo de 2,2% na média nacional”.

A baixa no rendimento, que tem a ver com a situação nacional degradada, deixa claro o impacto da suspensão do Auxílio Emergencial. Do primeiro trimestre de 2020 pra igual período este ano, subiu de 25% para 29,3% a proporção de domicílios sem qualquer renda advinda do trabalho.

R$ 600,00 – A queda, continuada, na renda do nordestino ressalta a importância do Auxílio Emergencial de R$ 600,00 reivindicado unitariamente pelas Centrais Sindicais.

O sindicalismo também tem realizado ações solidárias de arrecadação, especialmente alimentos. Essa iniciativa analisada em artigo do consultor sindical João Guilherme Vargas Neto – “Amigo do povo” – publicado no site da Agência Sindical e de outras entidades. Clique aqui e leia.

📝 OPINIÃO

Amigo do povo

Agora que as agências internacionais de noticiam que a direção dos opositores colombianos suspendeu as manifestações de rua devido ao avanço da Covid-19 e passou a pressionar o Congresso a implementar suas reivindicações, fica para nós brasileiros uma dupla lição: a doença continua perigosa e matando e qualquer tática responsável de luta deve levar isto em conta.

O movimento sindical brasileiro vem tentando, desde pelo menos maio do ano passado, aplicar uma estratégia exequível de enfrentamento dos problemas adequada à trágica situação.

A VIA – Vacina, Isolamento e Auxílio – tem se revelado coerente e as táticas adotadas vêm respeitando o constrangimento sanitário.

Além das diversas ações pontuais e recorrentes nas empresas (principalmente o controle dos protocolos de prevenção adotados), o movimento sindical tem participado de inúmeras ações no Congresso Nacional em defesa da pauta legislativa dos trabalhadores, de concorridas audiências públicas na Comissão de Trabalho e reforçado a necessária pressão sobre os parlamentares.

Quero ressaltar agora o estratégico papel desempenhado pela solidariedade social aos trabalhadores mais desvalidos, também aplicada pelo movimento sindical.

Esta solidariedade social que é, no fundo, uma solidariedade de classe, exerce-se de diversas maneiras e deve garantir no Sindicato uma ação permanente de coleta de donativos, de sensibilização das empresas doadoras, de organização da distribuição e de efetiva contribuição para o alívio das agruras da malavita.

Vejamos o caso do aumento escorchante do preço do gás de cozinha, despesa pesada para famílias mais pobres. Enquanto impera nos comunicadores e dirigentes políticos a alienação sobre o problema (exceto, pra ser justo, nas edições do Jornal Nacional) a FUP (Federação Única dos Petroleiros) tem realizado sucessivas distribuições de botijões para a população pobre.

Além do auxílio efetivo, essas atividades solidárias são, no momento, a melhor forma de denunciar a errônea política de preços da Petrobras e exigir sua mudança, bem como desmascarar a carência e a precariedade dos auxílios emergenciais.

Demonstra-se que ser solidário não é ser conivente com a situação; ser solidário de maneira persistente e organizada é a melhor maneira de fazer oposição e de ser amigo do povo.

João Guilherme Vargas Netto – Consultor sindical e membro do Diap.

Acesse – valoronline.com.br

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