Começa a circular em todo o País, em formato de revista impressa, a “Cartilha da Federação Nacional dos Frentistas”. O lançamento oficial aconteceu nesta quarta, 6, durante reunião das direções da categoria, na sede da Fenepospetro, em São Paulo.
Segundo Eusébio Luis Neto, presidente da Federação, “a revista é um primeiro passo no sentido de contar a história da nossa categoria, como também mostrar as conquistas ao longo dos anos, seja por negociação coletiva, greves ou leis”.

Em 1990, a categoria conseguiu junto ao Congresso e ao governo federal, aprovar a Lei 9.956, que proíbe em todo o País a instalação das bombas de autosserviço. Graças a essa lei, o abastecimento só pode ser realizado por um profissional treinado. Isso garante o emprego de milhares de profissionais nos postos de abastecimento em todo o território nacional.
A batalha para obter a aprovação da 9.956 foi uma verdadeira epopeia, que exigiu empenho, capacidade de mobilização e especialmente competência política das lideranças para angariar apoios de políticos das mais variadas tendências. Dirigentes históricos como Antônio Porcino Sobrinho, Francisco Soares de Souza, Telma Cardia, entre outros, lideraram as mobilizações, garantindo o emprego, à época, de 150 mil trabalhadores e trabalhadoras.
Adicional – Entre outras conquistas da categoria está o pagamento do Adicional de Periculosidade em grau máximo, ou seja, de 30%. Demais conquistas e garantias constam das Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs) dos mais de 70 Sindicatos e das bases inorganizadas representadas pela Federação Nacional.
Lula – Dia 15 de abril, os dirigentes Eusébio e Luiz Arraes entregaram, em Brasília, um exemplar da Cartilha ao presidente Luiz Inácio da Silva. Eusébio conta: “Lula relembrou sua proximidade com nossa categoria, desde sua época de dirigente sindical e, depois, como fundador do Partido dos Trabalhadores”.
O presidente da Fenepospetro comenta: “Do frentista no posto mais modesto ao presidente da República, queremos que o máximo de pessoas conheça nossa categoria e saiba que temos história, organização e objetivos”. Dentre os objetivos destaca-se a luta pelo fim da jornada 6×1. Telma Cardia, titular da Secretaria da Mulher, nas duas Federações, comenta: “A escala 6×1 sacrifica todos os trabalhadores, porém é mais perversa e lesiva às trabalhadoras. Essa escala nos deixa sem descanso e impedidas de ter vida social”.
MAIS – Site da Fespospetro-SP, da Fenenospetro e Sindicatos filiados.









