FEM/CUT fecha acordo salarial com Grupo 2

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A Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT/SP) fechou acordo com o Grupo 2. A bancada patronal composta pelo Siamfesp e Sindicel aceitou as demandas da categoria e, com isso, os trabalhadores conquistaram reajuste de 9% e renovação das cláusulas das Convenções Coletivas.

Com o fim das negociações com o este Grupo, mais 40,5 mil metalúrgicos do ABC terão salários reajustados acima da inflação. A categoria tem 150 mil trabalhadores.

PRESSÃO – O G2 era a única bancada patronal em negociação que ainda não havia fechado o acordo da Campanha Salarial. Os empresários insistiram até o último momento na tentativa de reduzir direitos, mas acabaram cedendo à pressão dos trabalhadores.

Moisés Selerges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, diz: “Mais um ano que conseguimos repor a inflação e preservar as cláusulas sociais que são tão importantes. Isso demonstra a disposição e a garra que os trabalhadores da nossa base sempre tiveram”.

INPC – O dirigente também falou sobre as dificuldades durante a negociação e a tentativa, pelos patrões, de parcelamento do INPC e retirada de direitos já conquistados pelos trabalhadores.

Moisés diz: “O Dieese mostra que a maioria dos Sindicatos não conseguiu sequer repor o INPC. O preço dos alimentos está lá em cima, então precisamos ter a reposição nos salários. Essa é mais uma conquista aqui do ABC e da base da FEM que, como sempre, não se furtaram a fazer a luta”.

Além do Grupo 2, a FEM-CUT/SP fechou acordos com Sindipeças (autopeças), Sindiforja (forjaria) e Sinpa (parafusos, porcas e rebites), do Grupo 3; o Sicetel (trefilação e laminação de metais ferrosos) e Siescomet (esquadrias e construções metálicas), Grupo 8.2; com o Simefre (equipamentos ferroviários e rodoviários), Sinafer (ferros, metais e ferramentas) e Siamfesp (artefatos de metais não ferrosos), representantes do Grupo 8.3.

Além desses, Sindicel, Sifesp, Sindratar, Sindifupi e o Siniem já fecharam acordos com o Sindicato.

Apenas o Grupo 10 não fechou negociação. O grupo, que representa principalmente micro e pequenas empresas, desde a reforma trabalhista de 2017 se recusa a fechar acordo com a Federação. Diante disso, os Sindicatos estão fazendo acordos por empresa. O G10 já recebeu aviso de greve.

Mais – Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e FEM-CUT/SP

 

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