Mais negociações obtêm aumento

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A situação tem melhorado para os trabalhadores organizados. A tendência de alta já havia sido antecipada pelo Boletim 33, do Dieese, com base em 759 negociações coletivas, até o dia 6 de junho.

Dia 28, quarta, o Salariômetro, da Fipe, reafirmou o viés de aumentos, ao apontar que 91,9% das negociações coletivas, até maio, conseguiram reajuste acima da inflação. Isso não apenas recupera renda, mas também sinaliza uma tendência de aumentos reais.

Os aumentos obtidos em maio ficaram em média 1,5% acima do INPC. Trata-se do maior percentual de ganho real neste ano. Segundo a Fipe, só 1,4% das negociações terminaram com índice inferior à inflação. Outros 6,7% igualaram-se ao INPC.

Entrevista – A Agência Sindical ouviu André Paiva Ramos, diretor do Sindicato dos Economistas do Estado de SP. Para o profissional, o resultado tem a ver com a queda na inflação nos últimos meses. Ele comenta: “O IPCA acumulado ficou em 3,94%, com viés de queda. Essa redução favorece o cenário das negociações”.

Outro fator, avalia o dirigente, é a adoção pelo governo da política de valorização do salário mínimo, com ganho real. “Essa iniciativa faz com que o reajuste dos Pisos de diversas categorias recomponha as perdas ou mesmo supere a inflação”, afirma.
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A queda na taxa de subutilização da mão de obra, segundo André, é outro sinal positivo. Essa taxa, composta por parcela da população desocupada, subocupada ou desalentada, foi de 18% em abril. “Quanto menor essa taxa, menos ociosidade. Combinada com a queda na inflação, criam-se melhores condições à negociação salarial”, diz.

Mas o economista alerta para a necessidade de redução da taxa de juros, a Selic. Ele comenta: “É um desafio que deve nos mobilizar.
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O Banco Central adota uma postura ultraconservadora. Essa política afeta a todos, seja setor produtivo, sejam trabalhadores”.

A redução da Selic estimularia a atividade econômica. “Apesar das negociações superarem a inflação, a capacidade de consumo da população está achatada. Por isso, é essencial iniciar um ciclo consistente de redução da Selic, hoje em 13,75%”, enfatiza André Paiva.

Vários Sindicatos têm conquistado aumento em acordos de PLR por empresa ou setor.
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Caso da GM, em São José dos Campos, onde o benefício aprovado em maio subiu 6% em relação ao que foi pago em 2022.

MAIS – Acesse o site do Sindecon-SP e da Fipe.

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