UGT debate direito das mulheres na Bélgica

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Eleuza de Cássia Bufelli Macari, vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores, representou a Central na 23ª Reunião do Comitê de Mulheres da Confederação Sindical Internacional (CSI). Encontro ocorreu entre os dias 17 e 20 de fevereiro, na Bélgica.

Encontro é anual e reúne centrais sindicais do mundo inteiro, representadas por mulheres. O tema: “Paz e democracia para mulheres no mundo”. Foram debatidos diversos temas em relação aos direitos das mulheres. Destacam-se a luta pela regulamentação da economia do cuidado e violência contra mulheres.

CUIDADO – A economia do cuidado é o trabalho realizado em casa, sem remuneração e reconhecimento feito, na maioria das vezes, apenas por mulheres. Eleuza explica: “No Brasil temos avançado muito em relação ao tema. Existe, inclusive a lei da política nacional da economia do cuidado, onde trabalhamos políticas públicas para regulamentação desses trabalhos. No movimento sindical, trabalhamos muito pra ratificar a Convenção 156, que fala da importância do reconhecimento da economia do cuidado para a autonomia das mulheres. As políticas que procuramos tratam da questão da creche como direito da criança e dever do estado, escola em tempo integral, restaurantes solidários, lavanderias públicas, entre outros. Tudo o que contribui para que as mulheres tenham amparo e possam procurar oportunidade no mercado de trabalho”.

VIOLÊNCIA – A violência contra as mulheres também foi muito debatida. “O movimento sindical tem trabalhado muito para a ratificação da Convenção 190 da OIT, que fala sobre o fim de todas as formas de violência e assédio no local de trabalho. Debatemos a questão do feminicídio, que cresceu muito nos últimos anos no Brasil e no mundo. Além da questão das mulheres em zonas de conflito e as sequências de violências vividas por cada uma delas. O combate à violência e ao feminicídio é uma questão global”.

OBJETIVO – O objetivo da reunião é chegar ao próximo congresso da CSI com estratégias globais unificadas sobre o que significa paz e democracia para mulheres no mundo.
Eleuza destaca que o debate sobre enfrentamento da violência feminina deve ser destaque em qualquer discussão política, pois é questão de sobrevivência.

Em relação ao encontro, ela avalia: “É um momento importante, principalmente pra que as mulheres entendam que o avanço da extrema direita no mundo atinge principalmente nossos direitos, as mulheres e as meninas e isso precisa ser avaliado em contexto global pra que a gente possa avaliar políticas pra que conjuntamente consiga barrar o avanço da extrema direita e avançar as questões contra a violência e o feminicídio. Nosso encontro é uma forma de analisar e fazer esse enfrentamento”.

MAIS – UGT e comerciários de SP.

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