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terça-feira, 17/03/2026

Miguel, da Força, destaca negociação coletiva

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O sindicalismo atualiza a Pauta Unitária da Classe Trabalhadora. A redação dessa Pauta, que retoma pontos da Conclat 2022 e agrega outras demandas, está quase concluída e será repercutida, fortemente, na Marcha Sindical a Brasília, no mês que vem.

Para o metalúrgico Miguel Torres, presidente da Força Sindical, “demandas de maior impacto, como o fim da escala 6×1 e a redução da jornada pra 40 horas, serão bandeiras cada vez mais fortes nas ações sindicais unitárias”. Ele observa que terá peso crescente a capacidade de negociação coletiva do sindicalismo, governo, Congresso e setor empresarial.

Força Sindical e demais Centrais têm se reunido a fim de atualizar a Pauta Unitária. A ideia é que a Marcha a Brasília, em abril, resulte em reuniões sindicais com os Três Poderes e também dialogue com lideranças partidárias das mais amplas correntes.

Patrões – A Força debate meios de agilizar as negociações coletivas com setores patronais, especialmente da indústria, onde o processo de negociações está mais consolidado. Porém, observa Miguel, “primeiro essa discussão tem que ser intensificada nas bases trabalhadoras, porque assim teremos mais força pra encaminhar negociações com o empresariado e os órgãos de Estado”.

A consolidação das negociações coletivas ainda é questão em aberto nas relações capital-trabalho. O presidente da Força Sindical afirma: “Temos avançado nos últimos anos, até porque vivemos num ambiente mais democrático com o governo Lula”. A origem sindical de Lula, reconhecido por sua capacidade negociadora, pode ajudar nas respostas às reivindicações. Miguel Torres diz: “A negociação entre os setores sociais nos colocará num patamar civilizatório mais elevado”.

Há setores do empresariado mais habituados às negociações coletivas. Miguel entende que as soluções negociadas devem começar por esses segmentos.

MAIS – Sites da Força Sindical e das demais Centrais.

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