Cresce a mobilização pelo fim da escala 6×1. Esta sexta, dia 20, será um dia nacional inteiro de mobilizações contra a escala que gera estresse e adoecimento nos trabalhadores. Atos terão unidade de conteúdo. Mas cada entidade fará o seu próprio ou em conjunto com outras organizações. Atividade inclui panfletagens, faixas e ações de ruas pelo País.
Maioria – Recente pesquisa do Datafolha mostra que 71% dos brasileiros são a favor de mudar essa escala. Os entrevistados apontam como melhor a escala 5×2. Além da estafa, o trabalhador reclama da falta de tempo para a vida familiar e social. Ou, ainda, falta de tempo pra estudar e mesmo atualizar a qualificação profissional. “Trabalhador qualificado ganha mais!” – esse é um bordão antigo no sindicalismo.
A atividade incluirá panfletagens, faixas e ações de ruas simbólicas em diversas cidades. A organização está por conta das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, Fórum das Centrais Sindicais o Movimento Vida Além do Trabalho.
A proposta pelo fim da 6×1 conta com apoio do próprio presidente Lula, devendo ser votada no Congresso Nacional em maio. Caso o Congresso atrase (ou enrole), o Executivo mandará Projeto de Lei de sua lavra.
Para o Diap, “as mobilizações são importantes a fim de sensibilizar os parlamentares, porque há lobbies empresariais atuando pra postergar a votação”, afirma André Santos, analista político do Diap.
Marcha – A jornada de lutas também integra os preparativos da Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília, em abril. Os organizados da Marcha esperam que ela seja um esquenta efetivo para um 1º de Maio forte e com engajamento amplo das entidades sindicais, do movimento popular e da classe trabalhadora.
Estudo apoiado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE mostra que 21 milhões de trabalhadores têm jornada superior às 44 horas semanais previstas na CLT.
MAIS – Sites das Centrais, dos Movimentos Sociais e do Diap.









