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sexta-feira, 19/06/2026
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Diap publica os “100 cabeças do Congresso”

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Saiu a edição 2026 do “Cabeças do Congresso Nacional”, publicação anual, aguardada, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – Diap. A lista é elaborada a partir do desempenho de cada parlamentar, independentemente da corrente ideológica. A professora Rita Serrano, que preside o Diap, observa: “Levamos em conta a capacidade de articulação política, as iniciativas, a atuação nas comissões e a influência de cada parlamentar no âmbito do Congresso”.

Essa diversidade, baseada na performance parlamentar, faz surgir na lista dos 100 nomes díspares como Aécio Neves (PSDB), Érika Hilton (Psol), Ciro Nogueira (União Brasil), André Fufuca (PP-PB), Zeca Dirceu (PT-PR) e Luiza Erundina (Psol-SP).
A edição 2026 reúne 100, dos quais 69 deputados federais e 31 senadores. O levantamento também registra 20 novos integrantes na elite parlamentar, mostrando a renovação e a ascensão de lideranças com crescente protagonismo no cenário político nacional.

Em breve, o Diap deve lançar nova publicação, desta vez “Quem foi quem no Congresso Nacional”. Neste caso, explica Rita Serrano, “as pessoas vão poder avaliar a postura do parlamentar ante cada projeto ou iniciativa, ou seja, localizando o parlamentar no campo conservador ou progressista”. Ela considera que essa segunda publicação será útil na escolha pelo eleitor e também ajudará o movimento sindical a se posicionar melhor.

Protagonismo – Entre os atributos que definem o protagonismo legislativo, segundo o Diap, “destacam-se a capacidade de conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações, seja pelo saber, senso de oportunidade, leitura da realidade dinâmica, e, principalmente, facilidade pra conceber ideias, constituir posições, elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando a repercussão e tomada de decisão”.

Ascensão – Desde a 7ª edição do “Cabeças”, o Diap divulga levantamento de anexo com outros 50 parlamentares. São deputados e senadores em “ascensão”, que, mesmo não integrando o grupo dos 100 mais influentes, têm recebido missões partidárias que podem, mantida a trajetória ascendente, estar futuramente na elite parlamentar. Eles estão entre os 150 mais influentes. Dentre os 50 em “ascensão”, há 15 novos parlamentes – 13 deputados e dois senadores.

Entende-se por parlamentar em “ascensão” o deputado ou senador que, ao receber missões partidárias, políticas ou institucionais, mostram boa performance. Estão também nessa categoria parlamentares que buscam abrir canais de interlocução, criando os próprios espaços e se credenciando para o exercício de lideranças formais ou informais no Parlamento.

Mandato – A pesquisa inclui apenas parlamentares no efetivo exercício do mandato no período de avaliação, prazo que se encerra no mês de junho. Assim, quem se licenciou pra assumir cargos fora do Parlamento neste período, mesmo influente, não integra a publicação. Daí não constar entre os 100 mais influentes de 2026 o deputado licenciado do mandato, cumprindo missão no Executivo: 1) ministros de Estado, deputado Alexandre Padilha (PT-SP), e o senador Wellington Dias (PT-PI); além de Eduardo Bolsonaro, licenciado do mandato para tratar de interesses particulares.

MAIS – Site do Diap

Fontes: Rita Serrano e Neuriberg Dias, do Diap.