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quarta-feira, 17/06/2026
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Sindicato dos Padeiros atua de janeiro a janeiro

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“Aqui na grande São Paulo, padaria é de janeiro a janeiro. Com o nosso Sindicato é a mesma coisa”. A afirmação é Chiquinho Pereira, presidente do Sindicato dos Padeiros de São Paulo, dirigente reconhecidamente atuante.

A entidade acaba de firmar acordo coletivo para a base do ABC, que engloba sete municípios. Chiquinho faz o balanço: “Tivemos conquista de 1,5% acima do INPC, reafirmando a tradição do Sindicato de sempre obter ganhos reais”. Há outros ganhos, também, referentes e itens diversos da Convenção Coletiva de Trabalho.

A categoria tem duas datas-bases, em 1º de junho, para o ABC, e 1º de novembro nas demais bases. Segundo Chiquinho, a categoria reúne perto de 75 mil trabalhadores.

Estresse – Entre uma data-base e outra, o Sindicato dos Padeiros corre atrás de demandas por empresa ou negociação visando firmar acordos coletivos com as maiores. Uma das preocupações da entidade, atualmente, é a ocorrência de transtornos mentais derivados de tarefas estressantes.

Uma das metas do Sindicato é ampliar o número de folgas aos domingos. A trabalhadora, pela CLT, tem direito a folgar dois domingos no mês. O trabalhador, pelo menos um. “Mas é pouco e precisamos garantir mais domingos livres”, diz o presidente.

Piso – Segundo o presidente do Sindicato, “em toda negociação coletiva, procuramos aumentos reais para os Pisos, buscando preservar o poder aquisitivo da categoria”. Geralmente, o Piso consegue aumento superior ao índice geral negociado.

PLR – Convenção Coletiva de Trabalho garante pagamento de Participação conforme o tamanho da empresa. Mas, segundo Chiquinho Pereira, “nas maiores, por meio de acordo coletivo local, temos conseguido ampliar a PLR e também valores de outros benefícios.

Não é fácil mobilizar a categoria, que, na prática, é pulverizada. O Sindicato opta por assembleia empresa por empresa. “É um trabalho que exige nossa presença de dia e de noite”, explica o dirigente. Mas as assembleias que definem as Convenções são sempre presenciais.

Dia 13 – Cada categoria tem o seu dia. No caso dos padeiros é 13 de junho, Dia de Santo Antônio. A Convenção Coletiva garante ao trabalhador um pagamento adicional de R$ 170,00. Outro benefício adicional se refere ao dia do aniversário da pessoa, cuja folga pode ser concedida na própria data ou em dia do mês que o trabalhador aniversaria.

Padeiros, confeiteiros e outros integrantes da categoria também têm direito a uma cesta de Natal, em gêneros, fruto da negociação coletiva feita pelo Sindicato.

Saúde – Chiquinho Pereira vê com preocupação a crescente incidência de transtornos psicológicos gerados nos ambientes de trabalho. Ele observa: “O ritmo de trabalho é puxado, a pressão é grande e os transtornos de ordem emocional têm aumentado”. Periodicamente, o Sindicato faz palestras e orienta as categoria sobre os cuidados aos primeiros sinais de estafa.

Nesse ponto, o dirigente vê avanços na redação da Nova NR-1, em vigor desde final de maio. A partir de julho, o Sindicato dos Padeiros de São Paulo começa os preparativos da campanha salarial referente à data-base de janeiro. A par disso, a entidade atende demandas dos trabalhadores, negocia nas empresas maiores.

Política – Experiente, Chiquinho Pereira nota perda do protagonismo sindical, especialmente no campo político. Ele defende a retomada de ações que valorizem a ação sindical. Chiquinho comenta: “Antes, éramos sempre bem recebidos no Congresso Nacional. Agora, fazem tanta exigência que a gente mal consegue ter acesso às dependências do Congresso”.

MAIS – Site do Sindicato dos Padeiros de SP.