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quarta-feira, 17/06/2026
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Bancários preparam Campanha Nacional 2026

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Categoria aprova minuta de reivindicações e prepara negociações com bancos a partir de setembro

Bancárias e bancários de todo o país se reúnem em São Paulo, entre os dias 19 e 21 de junho, para a 28ª Conferência Nacional dos Bancários. O encontro vai definir as prioridades da Campanha Nacional Unificada 2026 e aprovar a pauta de reivindicações que será apresentada à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Com o tema “Pelos bancários e pelo Brasil: mais salários, empregos e direitos, mais futuro para todos”, a conferência reúne representantes das entidades sindicais, delegados eleitos nas etapas estaduais e integrantes do Comando Nacional dos Bancários.

A construção da campanha foi feita a partir de debates realizados nos sindicatos e federações, além da Consulta Nacional dos Bancários, que reuniu a opinião dos trabalhadores sobre os principais desafios enfrentados pela categoria.

Entre as principais reivindicações estão a valorização salarial, defesa do emprego, melhores condições de trabalho, saúde dos trabalhadores e proteção dos direitos diante das mudanças no sistema financeiro. Após a conferência, a minuta com as reivindicações será entregue à Fenaban. A previsão é que as mesas de negociação com os bancos sejam realizadas durante os meses de julho e agosto, tendo como referência a data-base da categoria, em 1º de setembro.

Emprego bancário é uma das principais preocupações. A defesa dos postos de trabalho aparece como um dos principais pontos da campanha. Para as entidades sindicais, o avanço da digitalização dos serviços bancários e o fechamento de agências têm provocado impactos na rotina dos trabalhadores e no atendimento à população.

Durante a conferência estadual dos bancários de São Paulo, Osasco e região, que definiu propostas e a delegação paulista para o encontro nacional, a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e uma das coordenadoras da Campanha Nacional Unificada, Neiva Ribeiro, destacou a necessidade de enfrentar o processo de redução de empregos no setor.

Neiva Ribeiro afirma, “Os bancos estão substituindo o compromisso com a sociedade pela lógica exclusiva da rentabilidade. Enquanto acumulam lucros bilionários, fecham agências, eliminam empregos e transferem os custos dessa estratégia para trabalhadores e clientes”.

Segundo Neiva, desde 2020 o setor bancário fechou 31,3 mil postos de trabalho até abril de 2026, sendo aproximadamente 25 mil ocupados por mulheres. Apenas nos quatro primeiros meses deste ano, foram eliminados 5.410 empregos.

A dirigente destaca, “Não é aceitável que um setor tão lucrativo continue reduzindo empregos e precarizando o atendimento. O fechamento de agências afeta os bancários, que ficam sobrecarregados e adoecem, afeta os clientes, especialmente idosos e pessoas que dependem do atendimento presencial, e afeta a economia local”.

Mobilização – Para o movimento sindical, a conferência representa uma etapa decisiva para organizar a categoria antes das negociações com os bancos. A expectativa é que a pauta aprovada reúna as principais demandas dos trabalhadores e fortaleça a unidade nacional dos bancários.

Durante o encontro, também serão debatidas estratégias de mobilização, conjuntura econômica e os desafios provocados pelas transformações no setor financeiro.

MAIS – Sites do Sindicato dos Bancários, Contraf-CUT e Apcefsp.