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quinta-feira, 22/01/2026

Cenário no Rio Grande do Sul é de guerra, diz sindicalista

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Josimar Luiz Cecchin preside o Sindicato da Alimentação de Tapejara e região, no Rio Grande do Sul. Ele também preside a Confederação Contac/CUT. Trabalha no Laticínio Italac, onde é eletromecânico.

Na segunda (6), ele falou à Agência Sindical. Principais trechos:

Guerra – “Cenário em muitos locais é igual ao de uma guerra. Teve cidades inteiras que foram destruídas. Várias sedes de Sindicatos foram varridas pela enchente”, diz o dirigente. Itapejara não foi afetada.

Empregos – “Fábricas inteiras foram atingidas, com destruição de prédios e perda de equipamentos. Ou seja, ainda que a água baixe de vez, o trabalhador não terá mais pra onde voltar e retomar suas tarefas”.

Empresas – “A sorte é que muitas empresas de abate e outras ficam fora das cidades e não foram tão atingidas como os centros urbanos ou as várzeas. A gente espera que a produção não demore a ser retomada”.

Vítimas – “As principais são pessoas e famílias, que perderam tudo – móveis, casas, comércios. Fábricas perto de cidades, como a JBS em Rocca Salles, foram muito afetadas. Aqui temos fábricas grandes, exportadoras. Uma delas com 1,6 mil empregados, precisará ser  reconstruída”.

Governos – “Não houve inação. O próprio presidente Lula visitou o Estado duas vezes e montou três postos de operação do governo federal em – em Porto Alegre, Canoas e Santa Maria. Mas tem fakenews dizendo que o governo gastou no show da Madonna”.

Gêneros – “Estamos precisando de água, em primeiro lugar. Bolachas e outros tipos de comida. Roupa, sabonete, fraldas, vassoura, rodo, escova e pasta dental também”.

Apoios – “O sindicalismo tem apoiado. A CUT montou uma rede de apoio e o MST acelerou as cozinhas solidárias. As entidades do setor da Alimentação, que não foram atingidas, estão todas engajadas”.

Reconstrução – “É o terceiro ano de devastação no Vale do Taquari. A reconstrução – se houver muito dinheiro, recursos e a soma de vontades – levará de um ano pra mais. Caso contrário, a tragédia vai perdurar muito tempo”.

MAIS – Instagram Facebook do STIA. Ligue no Sindicato (54) 3344.2422; na CUT-RS (51) 3084-6887 ou fale com Josimar  (54)999116473.

Para doar através da Campanha da CUT-RS – Banco Nº 133 – CRESOL 02; CNPJ 60.563.731/0014-91; Agência 5607; Conta corrente 18.735-6;  PIX 51996410961.

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