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sábado, 28/03/2026

Dirigente do FST defende Mínimo

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Dias atrás, o economista e homem ligado ao sistema financeiro, Armínio Fraga, propôs congelar o salário mínimo por seis anos. Sua alegação é que os aumentos reais concedidos pelo presidente Lula elevam os gastos públicos e desarranjam as finanças nacionais.

O salário mínimo atual está em R$ 1.518,00, após ser reajustado pela inflação de 2024, mais o crescimento do PIB em 2023. Essa forma de reajuste foi conquistada pela pressão das Centrais Sindicais.

A Agência Sindical ouviu um sindicalista que já ganhou salário mínimo. É Luiz Arraes, presidente da Federação dos Frentistas no Estado de SP e coordenador do Fórum Sindical dos Trabalhadores – FST.

Ele conta: “Eu trabalhava numa tecelagem em Pernambuco e ganhava salário mínimo, o que já era insuficiente. Depois, fomos transferidos pra uma cooperativa de mão de obra, e aí nosso salário caiu mais ainda”.

Apesar dos ganhos reais nos governos Lula, Dilma e agora no Lula 3, Arraes considera o mínimo insuficiente. O dirigente diz: “A pessoa tem que pagar conta de água e luz, tem que comprar comida e se vestir. Só isso já consome 80% do salário mínimo”.

Violência – Para o dirigente, salário mínimo de fome é indutor de violência. Ele comenta: “Um garoto da periferia vai acabar se aventurando no crime, pois ele ganha muito mais com pequenos furtos ou servindo ao tráfico”. E alerta: “Salário miserável só fomenta a violência e nossos economistas precisam pensar nisso”.

56 milhões – Somando-se trabalhadores da ativa, aposentados e demais beneficiários da Previdência, o salário mínimo remunera 56 milhões de brasileiros, ajudando a movimentar o mercado interno.

Para o dirigente, enquanto o Brasil não superar a disputa entre “rentismo e o pobrismo” teremos dificuldades em nos firmar como economia forte.

Chile – Luiz Arraes conta que esteve no Chile e viu um grande número de idosos pedindo esmola nas calçadas. Ele comenta: “São vítimas da reforma neoliberal do Estado chileno feita pelo Paulo Guedes. Não queremos ver nossos idosos humilhados assim no Brasil”.

MAIS – Site do Dieese – Arraes (11) 98542.8585.

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