Engenheiros defendem derrubada de vetos à Lei do Saneamento

Data:

Compartilhe:

Os vetos do presidente Jair Bolsonaro aos artigos da nova lei do Saneamento Básico devem ser votados em sessão do Congresso Nacional, nesta quarta, dia 4 de novembro.

Após sucessivos adiamentos e indignação de sindicalistas e parlamentares, com o descumprimento de acordos por parte do governo federal, a expectativa pela derrubada dos vetos é grande.

A Lei 14.026, que estabelece um novo marco regulatório para o saneamento básico, abriu caminho à privatização do setor no país. E apesar de todas as críticas, a lei acabou sendo aprovada. O fato levou inclusive a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), a entrar como Amicus Curiae em Ação de Inconstitucionalidade junto ao Supremo Federal.

Acordos – No processo de negociação entre governo e Congresso, alguns acordos haviam sido feitos como condição para que os parlamentares aprovassem o texto. Porém, o governo ignorou o compromisso assumido e, no dia 15 de julho, vetou vários dos artigos negociados.

Um dos casos mais preocupantes é o veto ao artigo 16, que deveria garantir os chamados contratos de programa em vigor entre municípios e estatais pudessem ser renovados por até 30 anos. A empresa pública precisaria comprovar sua capacidade econômico-financeira de universalizar os serviços até 31 de dezembro de 2033.

Sem o artigo 16, a entrega do saneamento ao setor privado será ampliada, inclusive em áreas onde os serviços são prestados adequadamente. A iniciativa coloca em risco as empresas públicas responsáveis pela própria organização do saneamento no País.

Engenheiros – Para Murilo Pinheiro, presidente da Federação e do Seesp, a derrubada dos vetos tornou-se uma questão de defesa de interesse nacional. “Em lugar da propalada universalização, há o risco de que o setor seja tratado como oportunidade de negócios, independentemente das reais necessidades da população”, ele afirma.

Mais – Acesse o site da FNE e do Seesp.

Conteúdo Relacionado

PEC dos Patrões tenta evitar avanços

Como se antevia, será dura a luta no Senado. Os representantes patronais na Casa já subscreveram a PEC 12/26, ou seja, a reação política...

Claudio Magrão vive!

Terça, dia 4, aos 74 anos, morreu Claudio Magrão de Camargo Crê. Metalúrgico de Osasco, ele presidiu o Sindicato de sua base e depois,...

Esforço sindical é para aprovar as PECs

O Senado já começa a vivenciar dois movimentos que se confrontam. De uma parte, os setores progressistas e sindicais buscando aprovar na Casa as PECs...

Sindicalismo orienta pressionar Senado

Na democracia, a pressão popular é instrumento legítimo e eficaz. O sindicalismo conta com o poder de pressão pra fazer avançar a Proposta de Emenda...

Conservadorismo no Senado preocupa dirigentes

Será mais complicada a luta no Senado pra aprovar o fim da escala 6x1 e reduzir a jornada de 44 pra 40 horas semanais....