Entidades repudiam violência na BRF

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As Confederações dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação, Contac-CUT e CNTA Afins, e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Chapecó e Região (Sintracarnes) lançaram Nota de repúdio à violência de seguranças privados contra um trabalhador haitiano dentro da unidade da BRF em Chapecó (SC), no dia 8 de julho.

As entidades exigem sindicância para apurar o caso e denunciam a situação violenta. “É injustificável por parte da empresa e demonstra, tão somente, abuso de poder desmedido e autoritário”, diz o documento.

Caso – Segundo relatos, o funcionário da BRF, Djimy Cosmeus, de origem haitiana, foi chamado ao escritório do supervisor, que entregou uma advertência sobre uma suposta falta no dia anterior (7 de julho). Cosmeus alega que não havia faltado e que sofria perseguição de seu superior direto.

Dada sua recusa em assinar advertência, três seguranças foram chamados para retirar o homem do pátio da fábrica. Logo em seguida, ele foi imobilizado com violência e informou ter sido asfixiado.

Pressão – Após o caso, o Sindicato da categoria participou de audiência virtual com o Ministério Público do Trabalho para informar e buscar esclarecimentos. Segundo o presidente do Sintracarnes, Jenir Ponciano de Paula, a entidade não irá tolerar esse tipo de agressão. “O que se vê nas imagens não tem justificativa. Nenhum trabalhador deve ser tratado com violência, em nenhum contexto. Isso é inaceitável”, afirma o dirigente.

Diretores do Sitracarnes participam de audiência virtual com o MPT para tratar do caso do trabalhador

Já o presidente da Contac-CUT, Nelson Morelli, entende que a BRF deve ser responsabilizada pela agressão, mesmo que ela tenha vindo da parte de seguranças terceirizados. “Poderia ter levado o trabalhador à morte”, explica Nelson.

MAIS – Acesse a página do Sintracarnes e da CNTA Afins.

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