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sexta-feira, 6/02/2026

Entidades vão lutar pelo cumprimento do Piso do Magistério

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O Ministério da Educação (MEC) anunciou segunda, dia 16, reajuste de 14,95%, no Piso do Magistério, que passou de R$ 3.845,63 para R$ 4.420. “A valorização dos nossos profissionais da educação é fator determinante para o crescimento do nosso país”, escreveu o ministro, Camilo Santana, ao anunciar o novo valor nas redes sociais.

O Piso Nacional do Magistério representa o salário inicial das carreiras do magistério público da educação básica para a formação em nível médio. O valor considera uma jornada de 40 horas semanais na modalidade normal de ensino.

Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo lembra que o reajuste do piso deve ser atualizado sempre em janeiro. Segundo ele, é fundamental que os estados, Distrito Federal e os municípios façam um projeto de lei para aplicar o valor do piso.

Heleno orienta que todas as entidades representativas dos profissionais do magistério no país a lutarem pela implementação do Piso, bem como sua vinculação nos planos de carreira. “O percentual do piso deve ser reajustado para melhorar as condições da nossa categoria”, defende o dirigente.

O valor do Piso é definido pelo governo federal, mas os salários da educação básica são pagos pelas prefeituras e pelos governos estaduais. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) denuncia que o Estado não cumpre a Lei do Piso. Em Minas Gerais, o salário pago aos professores é de R$ 2.350,49.

O Sind-UTE já encaminhou ofício ao governador Romeu Zema (Novo) cobrando o cumprimento desse aumento. “Minas Gerais não paga o Piso. E é importante dizer, não paga porque não quer, é uma decisão política não pagar o piso, não fazer o reajuste do piso para os trabalhadores, para os professores, para os trabalhadores em educação”, destacou a coordenadora-geral do Sindicato, Denise Romano.

Ela completa: “É um governo que escolheu não valorizar os professores. As escolhas são sempre sacrificar os professores e, por consequência, a população”, completa Denise Romano.

MAIS – Acesse os sites do MEC, da CNTE e do Sind-UTE

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