Valorizar a negociação coletiva, função fundamental das entidades sindicais, é uma exigência estratégica para garantir direitos e reconhecimento aos profissionais e, por consequência, contribuir com a geração de riquezas e desenvolvimento. É com esse entendimento que o SEESP realiza o seu XXV Seminário sobre Campanhas Salariais no dia 24 de abril, às 15 horas, no auditório da entidade, em São Paulo.
A tradicional iniciativa reflete uma trajetória consistente de compromisso com a organização da categoria e com a construção de campanhas salariais cada vez mais qualificadas. Ao longo dos anos, o seminário se consolidou como espaço privilegiado de reflexão, troca de experiências e alinhamento de estratégias, sempre com o objetivo de fortalecer o diálogo e alcançar bons resultados.
A dimensão desse esforço é significativa. Com datas-bases que vão de março a novembro, as negociações conduzidas pelo SEESP abrangem mais de 100 mil profissionais nos vários segmentos da economia e envolvem mais de 30 empresas e entidades patronais. Trata-se, portanto, de um processo complexo, que exige preparo técnico, leitura de conjuntura e compromisso com a razoabilidade.
Em um ambiente muitas vezes marcado por tensões e interesses divergentes, é fundamental construir pontes que permitam avançar na defesa dos direitos e na valorização do trabalho profissional.
Para contribuir com esse esforço, o seminário terá a participação de especialistas do mundo do trabalho que traçarão o panorama político e econômico em que estão se dando as negociações em 2026. Entre eles, o secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego, Francisco Macena; o procurador do Trabalho Alberto Emiliano de Oliveira Neto, que está à frente da Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical (Conalis); o consultor parlamentar Antônio Augusto de Queiroz; o consultor sindical João Guilherme Vargas Netto; o supervisor do Escritório Regional de São Paulo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fernando de Lima; e o diretor da Agência Sindical, o jornalista João Franzin.
Estarão presentes também os dirigentes do SEESP e representantes das empresas e entidades patronais com as quais o sindicato negocia, além de autoridades políticas e lideranças sociais.
O seminário cumpre, assim, o papel de situar a negociação coletiva no centro de um debate mais amplo sobre o trabalho e o desenvolvimento no País. Não se trata apenas de definir pautas ou estratégias imediatas, mas de compreender as tendências em curso e as possibilidades de avanço.
É, portanto, uma oportunidade de aprendizado conjunto, que está aberta ao público, em especial aos engenheiros, cuja participação e mobilização nas respectivas campanhas salariais são essenciais.
Vamos juntos nos preparar para esse processo fundamental, que são as negociações coletivas, e buscar a valorização da nossa categoria.
Murilo Pinheiro. Presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo.









