21.3 C
São Paulo
segunda-feira, 8/12/2025

Futuro e dignidade – por João Guilherme Vargas Netto

Data:

Compartilhe:

Passadas as eleições brasilienses com vitórias e derrotas no atacado e ridículas traições, atropelos e festanças no varejo, os trabalhadores brasileiros continuam temerosos. A doença os castiga, o desemprego os assola, a demagogia dos empresários os desorienta, a fome e a falta de recursos os desesperam e o governo os ataca.

As direções sindicais têm procurado agir com inteligência, determinação e unidade para conter os danos e obter melhores condições de sobrevivência.

Foi assim que as direções sindicais se comportaram desde maio do ano passado e continuaram agora, depois do 5 de janeiro, a implementar os cinco pontos principais de sua pauta, apoiando a campanha de vacinação em massa e com urgência, defendendo auxílios emergenciais e o emprego, exercendo a solidariedade social e tornando relevante o sindicalismo.

Durante todo o mês de janeiro as direções sindicais atuaram de maneira correta e consequente realizando reuniões com os parlamentares envolvidos nas disputas das presidências da Câmara e do Senado apresentando a eles, a seus partidos e à sociedade a pauta prioritária e obtendo deles promessas de aceitação e cumprimento.

Aos presidentes eleitos em Brasília as direções sindicais já cobraram institucionalmente (junto com os cumprimentos de praxe) as medidas prometidas e reafirmadas pelos dois em carta pública.

Mesmo levando em conta a enorme e desfavorável correlação de forças (demonstrada nas votações) insistem em exigir – mais que o cumprimento de promessas – o atendimento das necessidades do povo trabalhador que são marcadamente a vacinação em massa e com urgência e a garantia de auxílios emergenciais aos trabalhadores e às pequenas empresas enquanto durar a pandemia.

É dever democrático, patriótico e classista de cada dirigente sindical desenvolver em suas bases as iniciativas unitárias das direções centrais e continuar demonstrando que o movimento sindical é um polo de nacionalidade.

Sem vacina não há futuro, sem auxílio não há dignidade.

João Guilherme
João Guilherme
Consultor sindical e membro do Diap. E-mail joguvane@uol.co.br

Conteúdo Relacionado

O Brasil vai bem – Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Vivemos uma fase muito boa. Nem o tarifaço de Trump conseguiu nos desviar da rota do crescimento, do emprego e dos ganhos salariais.Os fatos:Ganho...

Violência contra a mulher – Lourival Figueiredo Melo

A série de episódios recentes de violência extrema contra mulheres na Capital paulista expõe uma realidade que o País não pode mais tratar como...

O SINE do futuro diante das transformações do mundo do trabalho – Clemente Ganz Lúcio

O mundo do trabalho passa por transformações estruturais que reconfiguram a economia, a sociedade, a cultura, a democracia e suas instituições. A digitalização, a...

Engenharia é essencial ao desenvolvimento local – Murilo Pinheiro

Prefeituras devem contar com quadros técnicos qualificados para atender às demandas da cidade e da população. São Paulo, maior município do País, enfrenta grave...

A força do voto e a participação cidadã – Eusébio Pinto Neto

A força motriz da sociedade e da economia de qualquer país reside na capacidade dos seus trabalhadores, que constroem a riqueza da sociedade e...