19.7 C
São Paulo
quarta-feira, 22/04/2026

Livro resgata história dos Metalúrgicos de SP

Data:

Compartilhe:

Sexta, 21, às 17h30, acontece lançamento do livro “A História dos Metalúrgicos de São Paulo”. Será no Palácio do Trabalhador (Rua Galvão Bueno, 782, Liberdade), sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes. Escrita pela jornalista e pesquisadora Carolina Ruy, coordenadora do Centro de Memória Sindical, obra conta a história da entidade entre 1932 e 2008. Miguel Torres, atual presidente do Sindicato e da Força Sindical, assina o prefácio.

Autora conta que desde 2013, por ocasião da Comissão Nacional da Verdade, começou a levantar documentação sobre a história do Sindicato. O projeto do livro, contudo, só ganhou forma em 2021. Objetivo é dialogar com a base da entidade, sobretudo com os mais jovens, que pouco sabem sobre as conquistas e os avanços obtidos pelas lutas sindicais. A linguagem utilizada na publicação é simples e sem rebuscamento.

Para Carolina, a parte mais interessante do livro é a que conta a fundação e consolidação. “O Sindicato nasceu em uma salinha dividida com outras organizações. Só abria à noite, pois os membros da diretoria trabalhavam nas fábricas durante o dia. Isso muda com a contribuição sindical, criada em 1940 por Getúlio Vargas. A história da entidade se confunde com a história da industrialização de São Paulo. O crescimento nessas primeiras décadas é muito grande”, analisa.

Outras duas fases marcantes na história do Sindicato são apontadas pela autora. A primeira, na ditadura militar, quando Joaquim dos Santos Andrade (Joaquinzão) presidiu a entidade e houve intensa disputa política interna. A segunda, de 1980 em diante, quando o Brasil passa por um processo de desindustrialização que ainda hoje é enfrentado – como mostra a recente iniciativa da Nova Indústria Brasil pelo governo federal.

Em 2008, ano no qual termina a narrativa de “A História dos Metalúrgicos de São Paulo”, Carolina entende que o Brasil vivia o auge do sindicalismo, com as conquistas obtidas nos dois primeiros governos Lula. Desde então, sucessivas crises políticas, econômicas e sociais abateram o País, incluindo fortes impactos provocados pela reforma trabalhista de Michel Temer e o fim da contribuição sindical obrigatória. “Será preciso outro livro para contar essa história recente. Precisamos manter viva a memória do sindicalismo brasileiro”, pede.

MAIS – Site do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.

Conteúdo Relacionado

Metalúrgico, atleta, herói

Um gesto de desprendimento e heroísmo. E, desta vez, o herói é um companheiro metalúrgico, que trabalha como operador de máquinas em São Bernardo...

Preços da cesta básica sobem em março

O Dieese ampliou o monitoramento em 26 capitais, mais o Distrito Federal, para realizar o levantamento do custo da cesta básica que ficou mais...

Servidores comemoram regulamentação

O Brasil possui cerca de 12,6 milhões de Servidores Públicos, somando municípios, Estados, União e várias autarquias. Esse contingente representa 12% dos assalariados brasileiros.Até...

Para Diap, fase agora é política

Neuriberg Dias é o Diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. Ele acompanhou a movimentação da Conclat, em Brasília, no dia 15,...

Força, UGT e FST exaltam Conclat 2026

Quarta-feira à noite, após a reunião com o Presidente Lula, no Palácio do Planalto, a Agência Sindical ouviu Miguel Torres, presidente da Força Sindical;...