Em artigo publicado no jornal O Globo de domingo (17), Miriam Leitão revela áudios do Superior Tribunal Militar que provam tortura durante a Ditadura instalada no País em 1964. Ela toca no assunto duas semanas após o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) debochar da tortura sofrida pela jornalista naquele período.

Os áudios foram resgatados pelo historiador Carlos Fico.

Miriam Leitão publicou os documentos em áudio, feitos de 1975 a 1985, em que as sessões do STM foram gravadas, inclusive as secretas.

Grávida – Um dos relatos fala de grávida que recebeu choques elétricos na vagina, levando ao aborto. Outro menciona confissões obtidas por meio de marteladas no preso.

Acesso – Em 2006, o advogado Fernando Augusto Fernandes pediu acesso as 10 mil horas de gravação. Ele foi ao Supremo, que mandou liberar, mas o STM não obedeceu.

Em 2011, o pleno liberou acesso irrestrito aos áudios. Centenas de rolos das fitas foram digitalizadas. E Carlo Fico conseguiu copiar a totalidade das sessões em 2017.

Ficha da jornalista quando foi presa pela ditadura militar

Conteúdo – Nos áudios, os ministros conversam sobre tortura, alguns duvidam, enquanto outros pedem apuração. Eles aceitam quando a acusação afeta o Dops, mas reagem quando são as Forças Armadas.

A maior dificuldade na época era denunciar os militares aos tribunais militares. Havia risco de represálias a quem se atrevesse.

MAIS – Clique aqui e leia o artigo de Miriam Leitão.

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