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segunda-feira, 9/02/2026

Montadoras fecham fábricas e cerca de 32 mil trabalhadores serão impactados

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Nesta semana, foi divulgado que diversas fábricas de veículos irão fechar as portas, devido a pandemia do coronavírus que se espalha cada vez mais pelo Brasil. Cerca de 32 mil trabalhadores ficarão em casa, a fim de respeitar a quarentena.
Dentre as montadoras, estão a General Motors, a Mercedes-Benz, a Volkswagen, a Toyota e a Scania. A situação se agrava mais na fábrica da GM, que além de interromper a produção, suspendeu o investimento de R$ 10 bilhões previstos para o período de 2020 a 2024.
Demissões – O Grupo Caoa Chery encerrou a produção de motores na quarta (18) e demitiu 70 trabalhadores da fábrica de Jacareí, interior de SP. Após mobilização sindical, que apoiou greve dos funcionários, a empresa os readmitiu nesta sexta (20).
Incentivo – O Governo do Estado de SP criou um programa que reduz impostos para empresas, a fim de evitar as demissões e cortes de salários dos trabalhadores. O projeto, porém, ainda não foi concretizado.
Metalúrgicos – O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC cobrou as empresas da base para que parassem a produção. Reunião entre representantes do Sindicato e da Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM), ligados à CUT, com o patronato teve o pedido para que liberem os trabalhadores o mais rápido possível.
Wagner Santana, presidente dos Metalúrgicos, reforçou a cobrança. “Exigimos que todas as empresas da nossa base anunciem suas paradas. Também cobramos a Fiesp e os demais grupos patronais que paralisem a produção”, disse.
Dieese – Para o economista Rodolfo Viana, do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o número de trabalhadores impactados pelo fechamento de fábricas deve aumentar. “Preparem-se para ver e ouvir coisas nunca antes imaginadas. O mundo vai chacoalhar”, concluiu.

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