A Polícia Civil de São Paulo está armando os novos agentes de telecomunicações com revólveres dos anos 1980 para trabalhar. De acordo com denúncias recebidas pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de SP (Sindpesp), os novos policiais receberam armas com décadas de uso e em estado precário de conservação.

Segundo relatos, alguns revólveres sequer disparam devido à sujeira acumulada. Além disso, os novos policiais receberam munições vencidas. A presidente do Sindpesp, Raquel Gallinati afirma: “Oferecer um revólver calibre 38 para os agentes é um escárnio por parte do Governo do Estado”. Para ela, esse sucateamento coloca em risco a segurança da população e a vida dos profissionais.

Investimentos – Raquel explica que os investimentos em Segurança Pública são baixos e que o governo faz um jogo de marketing. “Policiais estão iniciando a carreira com armamento fabricado antes mesmo deles nascerem. O destino dessas armas deveria ser um museu ou a destruição”, aponta.

Pressão – Após pressão do Sintelpol (Sindicato dos Trabalhadores em Telemática Policial do Estado de SP), que é responsável por representar os agentes de telecomunicações, o armamento será substituído. A presidente da entidade, Gildete Amaral explica que o diretor do departamento responsável pelo fornecimento de armas à Polícia Civil se comprometeu em substituir o armamento ultrapassado por pistolas calibre 40. A troca será feita na Acadepol (Academia de Polícia).

Mais – A presidente do Sindpesp foi uma das convidadas da Live da Agência Sindical. Clique aqui e veja como foi.

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