19.3 C
São Paulo
segunda-feira, 20/04/2026

Portuários fazem paralisação em 14 portos do País

Data:

Compartilhe:

Trabalhadores portuários de diversas regiões do País fizeram uma paralisação de seis horas na manhã de quinta-feira, 18. A ação abrangeu 14 dos 32 portos brasileiros, e ocorreu durante o primeiro turno de serviço dos empregados.

A manifestação é contra tentativa de privatizar e precarizar o trabalho no setor. Isso poderá ocorrer com a alteração das regras lei 12.815/13, que regula a exploração, direta ou indiretamente, pelo governo federal dos portos brasileiros.

Adin – Embora os portos sejam controlados pelo governo federal, os responsáveis pela operação de suas atividades são entidades privadas, denominadas Operadores Portuários. Essas empresas entraram com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) para alterar o artigo 40 da lei, referente à contratação de trabalhadores.

Com isso, essas entidades poderiam contratar qualquer profissional para realizar os serviços, sem precisar recorrer ao OGMO (Orgão de Gestão de Mão de Obra). “Estas são entidades sem fins lucrativos que fazem a regulamentação e a seleção pública dos trabalhadores avulsos. É preciso ser cadastrado lá para atuar nos portos. Os operadores querem romper com essa regra para contratar qualquer um, sem negociação coletiva sem nada”, explica José Adilson Pereira, presidente da Federação Nacional dos Estivadores (FNE).

Paralisação – A manifestação da categoria atingiu os principais portos brasileiros. As atividades foram interrompidas em Santarém (Pará), Belém (Pará), Cabedelo (João Pessoa, PB), Natal (RN), Recife (PE), Alagoas (CE), Salvador (BA), Vitória (ES), São Sebastião (SP), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC), Porto Alegre (RS).

Segundo o dirigente da FNE, o movimento conquistou a adesão da totalidade dos trabalhadores, preocupados em perder o emprego. São cerca de 20 mil em todo o Brasil. José Adilson diz que eles vão avaliar o movimento entre os portuários e que a próxima paralisação pode afetar dois turnos de trabalho.

Os representantes da categoria têm uma reunião marcada com o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, dia 25 de abril. “O governo federal está do nosso lado, porque também é contra a privatização e precarização do trabalho no setor. Pediremos ao ministro que faça uma mediação para resolver a questão”, informa o sindicalista.

MAISSite da FNE

Conteúdo Relacionado

Servidores comemoram regulamentação

O Brasil possui cerca de 12,6 milhões de Servidores Públicos, somando municípios, Estados, União e várias autarquias. Esse contingente representa 12% dos assalariados brasileiros.Até...

Para Diap, fase agora é política

Neuriberg Dias é o Diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. Ele acompanhou a movimentação da Conclat, em Brasília, no dia 15,...

Força, UGT e FST exaltam Conclat 2026

Quarta-feira à noite, após a reunião com o Presidente Lula, no Palácio do Planalto, a Agência Sindical ouviu Miguel Torres, presidente da Força Sindical;...

Lula endossa Pauta Unitária das Centrais

Última hora: Ricardo Patah, presidente da UGT, confirma no início da noite à Agência Sindical que o Presidente da República endossou a Pauta Unitária...

Conclat forte em Brasília, nesta quarta

A Conclat 2026 e a Marcha da Classe Trabalhadora acontecem em Brasília hoje, 15 de abril. A Conclat, cuja primeira edição ocorreu em junho...