Quem pagar mais não ficará sem funcionários

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O dirigente comerciário paulista, Ricardo Patah, está otimista quanto ao emprego no País. Ele também preside a UGT Nacional.

Segundo o Novo Caged, o Brasil gerou 431.995 empregos formais em fevereiro. Maior variação absoluta desde 2020 e uma das maiores variações relativas da série histórica.

No comércio, não tem faltado empregos. Segundo Patah, “a própria Associação Brasileira de Supermercados já divulgou que o setor, em todo o País, carece de aproximadamente 300 mil empregados”. O Sindicato prepara para agosto um novo Mutirão do Emprego, no Centro de São Paulo.

Qualificação – Segundo o dirigente ugetista, também tem faltado mão de obra para funções mais qualificadas. Ele argumenta: “O País precisa qualificar mais esses trabalhadores, até porque as vagas qualificadas pagam mais. Instrumentos pra isso não faltam, por exemplo, o Sistema S”.

Outro setor que busca empregados é o de postos de combustíveis. Segundo Luiz Arraes, presidente da Federação estadual da categoria no Estado de SP, “na semana passada uma rede ofertava 150 vagas, mas estava difícil encontrar esses trabalhadores”.

Salário – Para Ricardo Patah, “as empresas precisam elevar seu padrão salarial, porque muitos trabalhadores, especialmente os mais jovens, não vão se sujeitar a um salário baixo e à falta de benefícios”.

Avanços – A boa situação do emprego tem facilitado ganhos e avanços em campanhas salariais. Os Químicos de São Paulo fecharam acordo para o setor farmacêutico com reposição integral do INPC e 25% a mais no valor do vale-alimentação.

Comércio – No começo do mês uma rede de supermercados na Zona Norte de SP contratou 600 empregados. Josimar Andrade, diretor do Sindicato da categoria, explica: “Estão pagando acima do Piso e oferecendo mais benefícios”.

MAIS – Ricardo Patah (11) 99490.9438 e Luiz Arraes (11) 98542.8585

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