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quarta-feira, 27/05/2026

Sobre a última pesquisa Pnad Contínua do IBGE

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Dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada hoje, 28/1, pelo IBGE, revelam o que para muitos de nós não é novidade. Queda no índice de desemprego no Brasil, porém com redução da renda, já que a maioria dos postos de trabalho disponíveis no período é informal e passageira, uma vez que a diminuição do índice se deve ao período de fim de ano quando, em função das festas natalinas, eleva-se o número de contratações ainda que muitas dessas se deem por prazo determinado e/ou outras modalidades de trabalho precárias hoje legalizadas via Lei 13.467/17 (a famigerada reforma trabalhista). A queda na renda originada do trabalho é por demais visível em todos os setores que compõem a pesquisa.

Além disso, quem acompanha de perto a ação sindical, particularmente no setor industrial, sabe que demissões continuam a ocorrer e no momento da homologação é comum as empresas proporem parcelar o valor da indenização a que os trabalhadores têm direito. Sendo assim, não há vantagem alguma nessa relação para a classe que vive do trabalho.
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A pesquisa também mostra 29,1 milhões de pessoas desempregadas em condição de subutilização (trabalham menos que poderiam e/ou gostariam. O que acaba por interferir no montante da renda sempre abaixo das suas necessidades).
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Inserida nesse rol encontra-se ainda parcela que, mesmo desempregada, porém em função das dificuldades, já não saem para procurar emprego (são os/as chamados/as desalentados/as que estão há dois ou mais anos desempregados/as e que desistiram de procurar uma ocupação).
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Nesse sentido, o aumento do nível de empregos no Brasil durante o governo Bolsonaro, particularmente no ultimo trimestre de 2021, não possui base para seu crescimento efetivo, vez que, pelo modelo econômico em curso e destruidor de direitos, ganham o rentismo e a agricultura de exportação que empregam pouco, não pagam impostos e somente uma minoria tira proveito!

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