Desemprego cai, mas salário segue arrochado

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A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a Pnad-Contínua, do IBGE, foi divulgada sexta (28). Os resultados mostram que a taxa de desemprego no País caiu e ficou em 11,6% no trimestre encerrado em novembro de 2021. Apesar disso, o salário médio segue arrochado. A renda média real também caiu e ficou em R$ 2.444,00 per capita. Esse valor, representa queda de 4,5% em relação ao trimestre anterior e de 11,4% no mesmo período de 2020.
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Segundo especialistas, os fatores que indicam essa redução na renda média são a precarização das relações trabalhistas e o número de empregos sem Carteira assinada no setor privado – ou seja, sem direitos.
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As contratações sem registro atingem 12,2 milhões de pessoas a mais que no trimestre anterior.

Além disso, subiu também o número de autônomos. Cerca de 25,8 milhões de brasileiros se encontram nessa situação. Essa escalada dos que trabalham por conta própria também influenciam para que o salário siga arrochado.

Segundo José Raimundo de Oliveira, historiador e ativista social, um outro ponto a ser observado é que a diminuição do índice de desemprego se deve ao período de final de ano, quando as empresas contratam trabalhadores por prazo determinado, em função das festas natalinas.

Ainda de acordo com José Raimundo, as demissões, em especial no setor industrial, continuam a ocorrer e, no momento da homologação, é comum que as empresas proponham parcelar o valor da indenização. “Sendo assim, não há vantagem alguma nessa relação para a classe que vive do trabalho”, afirma.
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Para ele, o nível de empregos no Brasil durante o governo Bolsonaro não possui base para seu crescimento efetivo, o que faz com que a classe trabalhadora tenha menos direitos e salários arrochados.

Clique aqui e leia artigo de José Raimundo de Oliveira.

MAIS – Acesse a Pnad-Contínua.

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