É preciso um programa de reconstrução, diz Adilson

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A tarefa prioritária do movimento sindical neste ano é derrotar Jair Bolsonaro e também viabilizar candidaturas do campo democrático e progressista na disputa ao Congresso Nacional. E esse programa de reconstrução requer a participação dos trabalhadores. Quem avalia é o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, Adilson Araújo.

“O governo Bolsonaro é o principal obstáculo a ser removido. Não temos outro caminho pra tirar o Brasil do atoleiro. Mas, nas outras batalhas eleitorais, temos de lançar e eleger candidatos do nosso campo, vinculados às lutas da classe trabalhadora”, afirma o sindicalista.

Segundo o dirigente, somente uma bancada expressiva poderá responder às demandas dos trabalhadores. “Que o sindicalismo e os movimento sociais construam grandes comitês de campanha em todo o País. Em vez de ficar parado em frente à tela do computador, o candidato deve ir par ao corpo a corpo, disputar o voto, estar presente nas ruas”, ressalta Adilson.

O presidente da CTB também defende dois movimentos eleitorais simultâneos, para garantir candidaturas competitivas e que representem a classe trabalhadora. Uma das medidas para politizar os brasileiros é a realização da nova edição da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), prevista para abril.

“Há 40 anos, o objetivo principal era ajudar pôr fim à ditadura e edificar um estado de bem estar social. A retomada da democracia levou à conquista da Constituição Cidadã de 1988, que teve o SUS”, explica Adilson Araújo.

Para o sindicalista, o objetivo da nova Conclat é encontrar os caminhos possíveis para a reconstrução do Brasil. “Sofremos uma derrota estratégica, que impôs difícil correlação de forças. Mas temos dado passos importantes”, avalia.

“Nosso projeto nacional de desenvolvimento deve prever a retomada dos investimentos públicos, geração de emprego e renda, enfrentamento à política de juros e inflação acelerada, combate à carestia e à alta do gás e do combustível. A ruptura é mais do que necessária”, conclui Adilson.

MAIS – Acesse o site da CTB.

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