17.8 C
São Paulo
sábado, 30/05/2026

Três escudos – Artigo de João Guilherme Vargas Netto

Data:

Compartilhe:

Para enfrentar a tempestade perfeita que assolará o Brasil procuro alguns escudos para a proteção do povo.

O primeiro deles é o SUS, cuja efeméride foi comemorada ontem, dia 15 e que precisa ser constantemente fortalecido. Quando digo SUS quero dizer também toda a comunidade da saúde (excetos os contrários à vacinação e os defensores da cloroquina), os funcionários e gestores que garantem um imenso serviço nacional, coordenado e descentralizado e têm a comprovada experiência de vacinações em massa com a simpática “Gotinha que salva”. O SUS salva vidas.

O segundo escudo é a imensa e molecular rede de solidariedade ativa que minimiza as agruras do povo pobre. São milhares de organizações dos movimentos sociais, de bairros e moradores, de ONGs, de igrejas que sensibilizadas pelas dificuldades e carências trabalham incansavelmente. Ao invés de se preocuparem prioritariamente com as ceias de Natal das famílias em pandemia, vão às ruas para garantir um Natal sem fome de milhões.

Deve-se notar que as grandes empresas abandonaram o modo solidário (divulgado durante muito tempo em cada edição do Jornal Nacional) e se retraíram egoistamente quando ficou maior a necessidade de auxílio.

O terceiro escudo (externo um desejo) é o conjunto dos trabalhadores organizados dirigidos pelo movimento sindical. As direções, convencidas de sua responsabilidade social e relevantes institucionalmente podem e devem ser um centro unitário de defesa da vida e das condições materiais de sobrevivência do povo, assim como garantiram – depois de uma década de lutas – a política nacional de valorização do salário mínimo (agora abandonada).

A tempestade perfeita virá e estes três escudos serão decisivos na defesa da vida, da solidariedade e dos necessários recursos aos trabalhadores e ao povo.

Se for possível, bom Natal e Boas Festas.

João Guilherme
João Guilherme
Consultor sindical e membro do Diap. E-mail joguvane@uol.co.br

Conteúdo Relacionado

País que exaure sua juventude condena o próprio futuro – Marcos Verlaine

Trabalhar demais virou obstáculo ao desenvolvimento, revela estudo do Dieese1. E isso lembra Millôr Fernandes2 (1923-2012), nome artístico de Milton Viola Fernandes, que foi desenhista,...

Semana decisiva em Brasília – Josinaldo José de Barros (Cabeça)

O trabalhador deve ficar atento à Câmara Federal nesta semana. E em contato com o Sindicato. Isto porque na quinta, 28, foram votadas as...

“Fechar” a chapa completa – João Guilherme Vargas Netto

A quatro meses da eleição o dia 4 de outubro parece se aproximar velozmente de nós porque a disputa eleitoral se acelera atropelando o...

Garantir a redução da jornada – Murilo Pinheiro

É fundamental dar fim à escala 6X1 e adotar as 40 horas semanais de trabalho. O Congresso Nacional tem o dever de dar esse...

Navio negreiro – João Franzin

O dia, obviamente, tem 24 horas. Mas o Dia do Trabalhador, nas nossas metrópoles, dura menos. Explico.Em média, na Grande São Paulo, o trabalhador...