UGT defende greve em Florianópolis

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O direito de greve é uma conquista histórica e pilar da democracia, garantido na Constituição. Porém, esse direito está sendo duramente atacado em Florianópolis. A recente decisão do desembargador Luiz Fernando Boller, da Justiça de Santa Catarina, que declarou ilegal a greve dos Servidores Municipais e bloqueou R$ 200 mil das contas do Sindicato dos Trabalhadores Municipais, representa medida arbitrária e claro ataque à organização legítima dos trabalhadores.

A decisão fere a Constituição e também impõe uma pressão inaceitável sobre o movimento sindical, que busca, por meio do diálogo e da luta, garantir melhores condições de trabalho para os servidores. A judicialização implacável contra o Sintrasem se revela um verdadeiro mecanismo de intimidação, afetando a autonomia sindical e restringindo o espaço de negociação dos trabalhadores.

A União Geral dos Trabalhadores repudia a postura autoritária e defende o direito do Sintrasem exercer sua função sindical com liberdade e autonomia, sem pressões financeiras ilegais que tentem silenciar a mobilização legítima da categoria.

Pedimos que o prefeito local, Topázio Neto (PSD), abandone a postura de intimidação e dialogue. Em vez de recorrer a medidas repressivas, é dever democrático sentar-se à mesa com os representantes dos trabalhadores, buscando soluções que respeitem os direitos dos servidores e promovam um ambiente de trabalho justo.

A UGT reafirma sua solidariedade ao Sintrasem e aos servidores de Florianópolis, que lutam por condições dignas de trabalho e pleno exercício de seus direitos constitucionais. A greve é um direito letígimo

Ricardo Patah, presidente da UGT.

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