Veja dá uma “segunda chance” para Bolsonaro

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O “Capitão Cloroquina”, o novo apelido do genocida que desgoverna o Brasil, festejou muito as vitórias obtidas nas eleições para as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado na semana passada. Respirando mais aliviado, Jair Bolsonaro avalia que afastou, pelo menos temporariamente, o risco da abertura de um processo de impeachment, salvou seus filhotes encrencados, destravou sua pauta fascista de “costumes” e melhorou as condições para sua reeleição em 2022.

Mas quem de fato está feliz da vida com o resultado do pleito, que envolveu muita grana e cargos, são os “profissas” do Centrão e o “deus-mercado”. Eles avaliam que agora tem o presidente totalmente na mão. O laranjão estaria sob controle. Os primeiros esperam saciar seu apetite fisiológico e já definiram sua listinha de ministérios. Já a cloaca burguesa pretende acelerar sua agenda de privatizações, ataques ao setor público, privilégios tributários, novas regressões trabalhistas, entre outras maldades.

A revista Veja, porta-voz dos abutres neoliberais, é a expressão desse otimismo do “deus-mercado”. Ela estampou na manchete da edição desta semana: “A segunda chance”. E explicou os motivos da aposta. “Com aliados no Congresso, Bolsonaro tem nova chance para cumprir a agenda liberal. Novo comando do Legislativo dá ao governo uma janela de oportunidade (talvez derradeira) para colocar em prática as reformas que são urgentes para o Brasil”. A conferir se toda essa confiança no fascista vai dar certo!

A listinha de ministérios do Centrão – No caso do Centrão, o retorno parece mais seguro. Ele transformou em refém o farsante que se dizia antissistema. O general Augusto Heleno, que um dia cantarolou “se gritar pega Centrão, não fica um meu irmão”, está de pijama – assim como a desacreditada instituição que representa. Como aponta a revista Veja, que agora não faz seu escarcéu udenista contra o fisiologismo e a corrupção, o bloco parlamentar vitorioso já fez sua listinha de cobranças ao presidente da República.

Segundo a revista, “fortalecido com a posse de Arthur Lira (Progressistas-AL) na presidência da Câmara dos Deputados, o Centrão quer conquistar mais cargos de primeiro escalão no governo de Jair Bolsonaro, de quem se tornou fiador no Congresso”. O preço é bem alto! O bloco quer três ministérios de peso. “O principal alvo é o Ministério da Saúde, que teve orçamento de mais de 150 bilhões de reais no ano passado. A ideia é emplacar no cargo, hoje ocupado pelo general Eduardo Pazuello, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR)”.

Os aliados no Congresso e na mídia – O segundo da listinha de prioridades é o Ministério da Agricultura, chefiado pela deputada licenciada Tereza Cristina (DEM-MS). “O plano do Centrão é que Tereza assuma o Ministério do Meio Ambiente no lugar de Ricardo Salles, abrindo espaço para uma nova nomeação na Agricultura”. O Centrão também já dá como certo o Ministério da Cidadania, com a transferência do panaca Onyx Lorenzoni para a Secretaria-Geral da Presidência. O grupo quer que o substituto seja indicado pelo Republicanos, o partido da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) ao qual são filiados os pimpolhos presidenciais Flávio (01) e Carlos Bolsonaro (03).

A Veja até finge mal-estar com essas tratativas. “Depois de prometer durante a campanha combater o fisiologismo e descartar negociações com partidos, Bolsonaro deu uma guinada e aderiu ao Centrão, grupo que acusava de ser a personificação do toma lá dá cá”. Mas a revista da marginal, adoradora do deus-mercado, não esconde que está feliz com o resultado. A “segunda chance” estampada na capa é a prova desse otimismo. “Pela primeira vez em seu mandato, o presidente conta com aliados no comando das duas Casas do Congresso, o que lhe dá uma oportunidade de ouro para tentar aprovar a agenda liberal”, enfatiza.

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