Tarcísio, Paraisópolis, armação

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Pode ser que não se esclareça antes do segundo turno, domingo, dia 30. Mas tudo indica que as apurações concluirão que foi armação o “tiroteio” na visita do candidato bolsonarista Tarcísio de Freitas, à favela Paraisópolis, dia 17 de outubro.

Veja relato publicado no site Brasil 247:

“O repórter-cinematográfico Marcos Andrade, da Jovem Pan, concedeu entrevista bombástica à Folha de S. Paulo, em que denuncia a campanha do candidato bolsonarista Tarcísio de Freitas.

Teria sido armada farsa em Paraisópolis para que o candidato vendesse a falsa narrativa de vítima de um atentado quando fez campanha na região. Na entrevista, Andrade disse que filmou um agente da Abin e policiais à paisana, da equipe do próprio Tarcísio, disparando tiros em Paraisópolis, numa ação que matou um jovem desarmado chamado Felipe Silva de Lima, de 28 anos.

O cinegrafista também afirma que a campanha de Tarcísio pediu sua cabeça, cobrando a sua demissão da Jovem Pan, e relatou pressões da própria emissora, que teria pedido que ele gravasse um vídeo em apoio ao candidato. Marcos Andrade disse estar com medo.

Eu começo a escutar uns disparos de arma de fogo, a impressão eram rajadas de metralhadora. Eu fui para a janela, e olhando pro lado direito vi umas motos passando. Coisa de 10 minutos depois as motos deram a volta pelo quarteirão, foram para a rua de cima, e começa o novo tiroteio. Aí eu pego a câmera e vou pra janela. Inclusive, todo mundo falava ‘se abaixa’, e houve um pânico generalizado. E eu fui pra janela. Só que aí eu vejo umas pessoas à paisana na parte de baixo, na porta da escola, disparando arma de fogo no sentido da rua de cima.

Eu vejo o Tarcísio com o pessoal saindo do prédio e indo pro estacionamento. Eu fiz essas imagens, tanto essas como das pessoas embaixo atirando. Chego na calçada e vejo lá na esquina, na parte de cima no meio da rua, uma pessoa caída e uma moto no chão. Eu me abrigo até uma coluna. Quando eu chego pra gravar esse corpo e a moto no chão, chega uma pessoa falando pra eu não gravar.

Na hora que eu vou pra parte de cima, onde o corpo e a moto estão, eu vejo o rapaz que eu tinha conversado a respeito de pedir reforço. Eu vejo ele armado e com distintivo da Abin [Agência Brasileira de Inteligência]. E outro rapaz que tenta me impedir também está com distintivo, mas eu não consigo ver bem o que era o distintivo dele – apontando a participação de agentes federais na campanha de Tarcísio”.

FACADA – O bolsonarismo é especialista em armações, fake news e facada sem sangue.

MAIS – Site Brasil 247

 

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