17.7 C
São Paulo
quarta-feira, 21/01/2026

Desemprego caiu, mas ainda afeta as mulheres

Data:

Compartilhe:

O governo Lula tem  propiciado condições mais favoráveis à economia e ao emprego. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PnadC, o desemprego caiu de 7,9% no 4º trimestre de 2024 pra 7,4% no mesmo período de 2023. Ou seja, 490 mil conseguiram trabalho.

Porém, as mulheres enfrentam maiores dificuldades no mercado de trabalho. Salários menores, dificuldade de ascensão profissional e informalidade são algumas.

Segundo o Boletim “Mulheres no mercado de trabalho: desafios e desigualdades constantes”, do Dieese, a taxa de desocupação feminina diminuiu de 9,8% pra 9,2% entre os 4º trimestres de 2022 e 2023. Ou seja, 271 mil deixaram o desemprego. Ainda assim, no mesmo trimestre de 2023, as mulheres eram maioria dos desocupados (54,3%). Mulheres negras, mais de 35%.

O Boletim registra a inserção das mulheres no mercado de trabalho entre o 4º trimestre de 2022 e o mesmo trimestre de 2023.

Patrícia Costa, Supervisora de Pesquisa do Dieese, comenta: “A desocupação caiu entre os trimestres de 2022/23, resultado de políticas públicas, que se refletem na economia e no emprego, mas o desequilíbrio persiste. Sobretudo os que se refere às mulheres. Há desigualdades ainda”.

Informalidade – Patrícia reitera: “Existem mais homens e mulheres negros na informalidade; é indiscutível que o preconceito explica isso”. De acordo com os dados, mulheres negras representam 41,0% das trabalhadoras informais; homens 43,2%.

Projetos foram criados pra reduzir a informalidade. Casos do MEI e do Simples. A supervisora esclarece: “Eles ajudaram a organizar um pouco, mas as trabalhadoras informais ainda precisam de políticas direcionadas pra elas”. Patrícia afirma: “Só políticas públicas concretas como a Lei 14.611 de 2023 e a conscientização das empresas poderão modificar a realidade e promover a igualdade salarial”.

Pandemia – O Boletim mostra que muitas trabalhadoras não conseguiram retomar o trabalho pós-pandemia. Para Patrícia a retomada é diferente para as mulheres, devido também ao fato de que cuidar da casa dificulta a reinserção no mercado.

Mais – Site do DieeseClique aqui e leia o Boletim completo.

Conteúdo Relacionado

Queda na cesta não assegura estabilidade

O preço dos alimentos faz parte das preocupações centrais do governo. Primeiro, a fim de garantir alimentação adequada ao máximo de brasileiros. Segundo, buscando...

Frentistas do Pará lutam por aumento salarial

Após dois anos sem negociação coletiva devido à intransigência do patronal, a subsede da Federação Nacional dos Frentistas no Pará deu início às tratativas...

Cabelos brancos guardam memória sindical

Mais de 200 pessoas lotaram na noite da segunda (19) o auditório da antiga sede dos Metalúrgicos de São Paulo (hoje Sindnap), na rua...

Comércio já sente pressão pelo fim da escala 6×1

A oferta de emprego tem crescido em todo o País, principalmente no setor do comércio. Segundo informações da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), há...

Desenvolvimento deve nortear 2026, diz Toninho

Antônio Augusto de Queiroz (o Toninho do Diap) concedeu longa entrevista ao Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo. Com 27 minutos, a...