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domingo, 29/03/2026

Comércio gera mais 514 mil empregos formais

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Boletim do Dieese, baseado em dados do IBGE e do Ministério do Trabalho e Emprego, atesta o bom momento do comércio. Entre 2022 e 2024, foram criados mais 514 mil empregos com Carteira – aumento de 5,1%. Setor tem 10,6 milhões de trabalhadores com Carteira assinada.

O documento tem o objetivo de subsidiar as negociações coletivas dos comerciários neste segundo semestre. De acordo com o Dieese, o cenário geral é positivo, após um período de estagnação no governo Bolsonaro. Em 2024, 88,3% das negociações resultaram em ganhos reais, e entre janeiro e agosto de 2025, o percentual foi de 81,7%.

Para Victor Pagani, diretor de Relações Sindicais do Dieese, os resultados refletem a melhoria do mercado do trabalho e da renda. Ele explica: “O crescimento do comércio tem relação direta com políticas do governo Lula, como aumento real do salário mínimo, o incremento do Bolsa Família e o programa Nova Indústria Brasil”.

Pagani mantém otimismo pra 2026, quando vai entrar em vigor a isenção de Imposto de Renda pra salários até R$ 5 mil. Ele diz: “Medida injetará R$ 27 bilhões na economia, o que impulsionará as vendas no setor e o próprio mercado interno”.

6×1 – O boletim do Dieese mostra que 91% dos trabalhadores do comércio trabalham 40 horas semanais ou mais, e 85% cumprem 44 horas exatas. “São jornadas intensas, excessivas e, muitas vezes, com escala 6×1, o que atesta a importância da discussão desse tema pelo Congresso”, diz.

Devido a essas condições, o perfil da categoria vem mudando. Caiu a participação dos jovens até 29 anos (39,5% em 2024) e aumentou a dos trabalhadores acima de 40 anos. Para o técnico do Dieese, isso ocorre porque os jovens, cada vez mais escolarizados, se recusam a aceitar vagas precárias, com poucos benefícios e sem perspectiva de valorização profissional.

Informalidade – Muitos desses jovens migram para a informalidade, que ocupa parcela significativa do comércio. Segundo o IBGE, 19,5 milhões de trabalhadores atuam no comércio. Ou seja, quase metade deles não têm Carteira assinada.

Pagani diz: “Esse é um problema estrutural do setor, assim como a desigualdade de gênero. Para mudar esse quadro, é essencial fortalecer a negociação coletiva e avançar em políticas de valorização salarial e de redução da jornada de trabalho”.

MAIS – Site do Dieese.

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