Trabalhadores aeroviários de Minas Gerais, São Paulo, Campinas, Alagoas e Manaus iniciaram, em setembro, as negociações coletivas de trabalho. Os Sindicatos que representam a categoria uniram forças para conquistar avanços.

Segundo o presidente do Sindicato dos Aeroviários do Estado de SP (Saesp), Claudio de Carvalho, a meta é chegar na reposição pelo INPC dos últimos 24 meses. Os empregados do setor não fecham reajuste há dois anos. “Sabemos que, com a inflação atual a níveis galopantes, esse índice pode chegar facilmente a cerca de 20% ou até mais”, afirma o dirigente.

Williney Conegundes de Almeida, presidente dos Aeroviários do Amazonas, relembra que os trabalhadores não tiveram reajuste em 2020 e 2021 e, por isso, a reivindicação pra 2022 engloba os índices dos dois anos e que deve ser estendido, também, para os vales alimentação e refeição.

Expectativas – O avanço da vacinação contra a Covid-19 levou à retomada dos voos de turismo. Agora, com o retorno do setor, os sindicalistas buscarão negociar melhorias aos aeroviários. Claudio diz: “Durante a pandemia, ficávamos até três horas sem ver um único pouso ou decolagem. Atualmente, já há filas de aeronaves pra decolar”. Ele espera que essa retomada beneficie os empregados.

Já Williney salienta que a classe trabalhadora foi duramente atingida com as reformas Trabalhista e da Previdência. Agora, a luta é para conquistar benefícios e assegurar direitos. “Após o aquecimento do setor, com o aumento da venda de passagens e transporte de carga, as empresas irão decolar. E, junto, os aeroviários também precisam voar”, conclui o dirigente.

MAIS – Saesp e Sindamazon.

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