Artistas sobrevivem de doações, no aguardo de sanção por Bolsonaro

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Semana passada, a cantora Angela Ro Ro postou nas redes sociais um pedido de ajuda. Ela publicou sua conta corrente e disse: “R$ 10,00 já me ajudam”. Sua manifestação acendeu a luz amarela. Afinal, se uma cantora de 70 anos, autora de vários sucessos da MPB, se encontra em tal situação, o que dirá dos milhares de artistas anônimos, Brasil a fora?

Os artistas aguardam sanção presidencial do PL 1.075/2020, a Lei Aldir Blanc, que destina R$ 3,6 bi a trabalhadores da cultura, a espaços culturais, além de micro e pequenas empresas do setor, que perderam receita devido à Covid-19. O PL assegura três parcelas de R$ 600,00 também a artistas e técnicos sem trabalho e renda durante o isolamento social.

Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura (CNTEEC) e coordenador do Fórum Sindical (FST), o professor Oswaldo Augusto de Barros conta que artistas estão em situação de penúria, principalmente os periféricos. “Tem artista passando fome. Aqueles de vivem de dar alegria ao povo hoje estão sem ter como se alimentar”, afirma.

Dificuldades – Na tentativa de sobreviver, muitos recorrem à solidariedade dos fãs e colegas de profissão, com vaquinhas virtuais e campanhas de doação. Como houve, por exemplo, em Blumenau (SC), além de outras cidades.

Dia 9 de junho, a CNTEEC enviou ofício à Presidência da República na tentativa de acelerar a sanção da Aldir Blanc. “A Casa Civil prometeu encaminhar o documento ao Presidente. Estamos no aguardo”, diz o professor Oswaldo.

Sindicatos – Não há como precisar a quantidade de trabalhadores que serão beneficiados com o auxílio cultural. Por isso, o dirigente defende que o cadastro dos profissionais seja nos Sindicatos, que conhecem de perto a realidade. “Estamos tentando descomplicar, arrumando soluções para as desculpas do governo. Nosso objetivo é fazer com que o dinheiro chegue a quem precisa o mais rápido possível”, diz o líder da Confederação.

Sindicatos fazem campanhas pelas redes sociais, a fim de atualizar o cadastro dos trabalhadores. “Vamos fazer uma lista e enviar ao governo. Por isso, orientamos os profissionais a procurar suas entidades de classe ou nos procurem, que daremos as orientações. Estamos de portas abertas”, diz o professor.

Mais – Informações, acesse o site da CNTEEC.

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