Carta à Conclat – Hora de atacar o custo de vida

Aos organizadores da terceira Conferência Nacional da
Classe Trabalhadora – Conclat 2022 – dia 7 de abril.

Companheiro(a)s:

O grande problema do povo brasileiro hoje, especialmente da imensa maioria pobre, é a alta no custo de vida.

O economista do Dieese, Rodolfo Viana, mostra:

Em janeiro de 2019, a cesta básica, o gás de cozinha e o gasto com combustíveis consumiam até 75% do salário mínimo.

Em janeiro de 2022, a cesta básica, o gás de cozinha e os gastos com combustíveis consomem mais de 95% do salário mínimo.

A cesta básica em São Paulo, em fevereiro, custou R$ 715,65.

Ou seja, a carestia voltou e voltou forte.

O que deveriam estar fazendo os partidos progressistas e as lideranças populares? Organizando as massas empobrecidas no combate à carestia.

O que caberia ao movimento sindical? Alertar e organizar os assalariados empobrecidos.

Os partidos e as lideranças populares se descuidaram. Essa desorientação afetou as lideranças sindicais, muitas das quais voltadas para arranjos político-eleitorais.

A melhor maneira de defender o pobre e derrotar a direita neoliberal é por meio da denúncia firme e do combate persistente à carestia – com atos, gestos, movimentos.

Todo o demais fica secundário, embora os lemas da Conclat 2022 “Emprego, Direitos, Democracia e Vida” sejam corretos e oportunos.

João Franzin, jornalista, coordenador da Agência Sindical, 1º/4/2022

 

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