Centrais criticam mega rodízio na cidade de São Paulo e defendem lockdown

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Outras cidades já adotaram o lockdown para conter a propagação do coronavírus

Centrais Sindicais publicaram Nota domingo (10) contra o anúncio do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, de implantar um mega rodízio na cidade, para tentar diminuir a movimentação de pessoas e conter o avanço da pandemia do coronavírus.

A iniciativa foi anunciada sexta (8) e começou a valer nesta segunda (11). Nos dias pares, podem circular veículos com placa final par, e nos dias ímpares, final ímpar. O rodízio vale o dia todo, inclusive aos sábados e domingos.

Na nota, sindicalistas defendem que a medida surtirá efeito contrário ao pretendido. Poderá sobrecarregar o transporte público e aumentar ainda mais o contágio.

É o que explica Miguel Torres, presidente da Força, à Agência Sindical. “Sabemos que a pressão dos empresários é muito grande sobre prefeitos e governadores. Mas essa iniciativa vai expor ainda mais os trabalhadores ao contágio”, ele completa.

O dirigente reclama que faltou diálogo. Por isso, as Centrais solicitaram audiência com o prefeito Bruno Covas para debater a possibilidade de adotar o lockdown, bloqueio total. “As pessoas se iludem e acham que não vai acontecer nada. Mas a expectativa neste momento é dobrar o número de mortos. Por isso, defendemos o bloqueio total pra enfrentar a situação, alinhado à chegada de leitos, de medicamentos e mais equipamentos de proteção”, defende.

Miguel lembra que cidades que adotaram essa restrição total conseguiram diminuir a curva da contaminação. “O vírus tem um período de incubação de 14 dias e essa é a nossa preocupação. Por isso, queremos ter uma conversa com ele. Pra dar todo apoio ao lockdown neste momento. A economia só se recupera com a população saudável”.

Clique aqui e confira a nota na íntegra

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