Centrais defendem a vida e o emprego nesta sexta

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As Centrais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, CSP/Conlutas, Intersindical, Intersindical/Instrumento de Luta, CGTB e Central Pública realizam nesta sexta, 7, o “Dia Nacional de Luto e Luta, em Defesa da Vida e do Emprego”. A mobilização é um protesto contra o descaso do governo diante da pandemia da Covid-19, que colocou o País na iminência de atingir 100 mil óbitos nesta semana.

“Dezenas de milhares de vidas poderiam ser poupadas e salvas se o governo federal tivesse reagido de forma responsável e eficiente ao desafio da pandemia, em conformidade com as orientações científicas da Organização Mundial da Saúde. Se tivesse adotado as medidas necessárias para conter o avanço do vírus”, argumenta Adilson Araújo, presidente da CTB.

Atividades – Em milhares de fábricas, trabalhadores paralisarão as atividades por 100 minutos. Em algumas cidades, os sindicalistas acenderão velas, farão carreatas e pretendem colocar cruzes em locais públicos. Quem estiver em casa poderá participar colocando um pano branco na janela. 

Ricardo Patah, presidente da UGT e do Sindicato dos Comerciários de SP, afirma que todas as estaduais da Central, bem como seus sindicatos filiados, deverão promover atividades presenciais, respeitando os protocolos de proteção à saúde e segurança. Ele diz: “É preciso dar um basta nessa situação, especialmente criada pela paralisia do governo federal. Vamos exigir a adoção de medidas eficazes por parte dos governos para debelar a pandemia e retomar a atividade econômica”.

Ato – Em São Paulo, as Centrais, às 12 horas, na Praça da Sé (Centro), promovem ato ecumênico com a presença de líderes religiosos. “Convidamos representantes de todas as religiões. O objetivo é ampliar essa luta, que é de todos”, afirma João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical.

Crise – Em nota, as Centrais afirmam que além de ter contribuído pra perda de milhares de vidas, a apatia e descaso do governo lançaram o Brasil numa das maiores crises econômicas e sociais de toda a sua história, com a extinção em massa de empregos e de empresas. 

“Precisamos dizer em alto e bom som que não sairemos desta crise com Bolsonaro no poder. É fundamental pedirmos providências contra este governo que aprofunda a crise por irresponsabilidade, por não ter tomado medidas sanitárias e econômicas adequadas ao enfrentamento da pandemia”, afirma a secretária-geral da CUT, Carmen Foro.

Pauta – As Centrais vão cobrar ainda a prorrogação do Auxílio Emergencial de R$ 600,00 até dezembro, fortalecimento do Sistema Único do Saúde (SUS), ampliação das parcelas do seguro-desemprego, mais equipamentos de proteção individual e coletivo para as categorias essenciais e mais créditos para as micro e pequenas empresas. 

Mais – Clique aqui e acesse o site das Centrais.

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