Entre 10 e 12 de junho, ocorre a 24ª Conferência Nacional dos Bancários. O evento, que ocorre no formato híbrido, é mais uma etapa da Campanha Nacional Unificada da categoria. Esta é uma das etapas mais importantes da mobilização por reajuste e direitos.

Com o tema “Um País + justo pra gente, este é o Brasil que a gente quer”, os trabalhadores participarão de mesas de debates e definirão a Pauta Unitária de reivindicações, a partir das propostas apresentadas por cada Sindicato filiado à Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT).

Segundo Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de SP e uma das coordenadoras do Comando Nacional da categoria, o desafio neste ano é fazer uma campanha forte e unificada em meio à pandemia, ataques a direitos trabalhistas por parte do governo e dos patrões, crise política, social e econômica, alta do desemprego e custo de vida, inflação e endividamento das famílias.

“Em contrapartida, mesmo com o País em crise, os cinco maiores bancos – Itaú, Bradesco, Santander, Caixa e Banco do Brasil – lucraram R$ 27,6 bilhões no terceiro trimestre de 2022. Aumento médio de 15,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. E, mesmo assim, fecharam cerca de 6 mil postos de trabalho e reduziram em 3.648 o número de agências no Brasil. Os bancos lucram na crise com a miséria da população”, afirma Ivone.

“Teremos como prioridade a manutenção dos empregos e direitos, a defesa do papel dos bancos públicos, que estão sendo desmontados pela atual administração, e o fortalecimento da democracia”, ressalta a presidenta dos Bancários-SP.

Próximos – Após definida a Pauta da categoria, Sindicatos de todo o Brasil irão submeter o documento a aprovação em assembleias. Aprovada, a Pauta Unitária será entregue à Fenaban (Federação dos Bancos) para, aí sim, ter início a fase de negociações.

MAIS – Acesse o site dos Bancários de SP.

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