Corte salarial fortalece mobilização pra greve dos metroviários de SP

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Categoria defende manutenção dos direitos contidos no Acordo Coletivo

Trabalhadores metroviários de São Paulo devem entrar em greve nesta terça (28), contra corte de salários e direitos promovidos pela empresa. A paralisação será ratificada nesta segunda, 27, em assembleia, após audiência no Tribunal Regional do Trabalho – TRT.

Em Campanha Salarial, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo tenta, sem sucesso, negociar com a empresa a manutenção de direitos contidos no Acordo Coletivo da categoria. A data-base dos metroviários é 1º de maio.

A gota d’água, segundo a entidade, teria sido mensagem eletrônica aos funcionários quase à meia noite de quinta, 23, informando o corte de 10% nos salários.

Instransigência – Wagner Fajardo, coordenador-geral do Sindicato, afirma que o Metrô não demonstra disposição em negociar. Ele conta: “O Metrô manteve intransigência e nos pegou de surpresa ao anunciar a redução salarial de toda a categoria. Além disso, a empresa não tem feito propostas ao Sindicato, mas no Tribunal do Trabalho ou direto pra categoria”.

Segundo Fajardo, a MP 936, do Governo Federal, que prevê redução de salário proporcional à redução de jornada de trabalho, não se aplica aos metroviários das linhas estatais, pelo fato de o Metrô de São Paulo ser de economia mista, não privada.

Crise – Para reduzir salários e direitos, a companhia alega crise financeira e diminuição da demanda ante à pandemia da Covid-19. O Sindicato rebate a alegação e pede ainda o corte dos “supersalários” da companhia, principalmente da diretoria. “Seriam em torno de 400 funcionários nesta situação”, diz em nota.

Assembleia – Será realizada de forma virtual, das 19 às 21 horas, pelo site da entidade.

Mais – Acesse o site Sindicato dos Metroviários de SP.

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