O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgou segunda (4) o estudo Balanço das greves de 2021. Segundo os dados analisados, foram 721 paralisações no ano. E a maioria foi pela defesa e manutenção dos direitos.

Segundo a entidade, 88% dessas mobilizações foram nesse sentido defensivo. As reivindicações mais frequentes foram por pagamento de valores em atraso, seja de férias ou de salários; reajuste salarial; alimentação; condições de segurança; e condições de trabalho.

Resultados – Ainda de acordo com o Dieese, 73% das greves de 2021 resultaram em atendimento das reivindicações dos trabalhadores e 27% tiveram prosseguimento nas negociações entre setor patronal e Sindicatos.

Duração – Para pressionar os patrões a negociar, a maioria das greves teve duração entre uma a cinco horas. Para o Dieese, essa curta duração se deve ao fato de que grande parte das paralisações usou a estratégia de advertência, que tem o anúncio antecipado de seu tempo de duração, com a definição, na ocasião em que são deflagradas, do momento em que serão interrompidas. Em 2021, mais de um terço das greves fizeram parte dessa categoria (38%).

Defesa – O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, Josinaldo José de Barros (Cabeça), afirma que a greve é a última saída do trabalhador, mas não pode ser descartada. “O nosso trabalho é defender a categoria. Ninguém gosta de greve, mas não podemos ter medo. Se a empresa se recusa a negociar melhores condições de trabalho, melhorias na segurança, PLR, benefícios e até mesmo reajuste, a única arma do empregado é a greve”, explica.

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