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Desta vez, o trabalho análogo ao escravo foi na lavoura de arroz

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escravidão

Artur Bueno de Camargo é presidente da CNTA Afins

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Depois da constatação do trabalho análogo à escravidão na lavoura de uva, em Bento Gonçalves -RS e na lavoura de cana de açúcar em Pirangi-SP, semana passada tivemos o mesmo problema na lavoura de arroz, em Uruguaiana -RS.

Eram 82 trabalhadores submetidos a condições de trabalho análogo ao escravo, entre eles 10 menores, com idades de 10 a 17 anos. Eles faziam o corte manual do arroz vermelho, e aplicavam agrotóxicos sem equipamentos de proteção, nem ferramentas adequadas.

A CNTA (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins) se solidariza com os trabalhadores e repudia veemente a atitude dos responsáveis. Pede rigor na investigação, e na aplicação da lei.

Quem são os receptores do arroz, que era cultivado e colhido com mão de obra escrava? Eles devem responder pelos seus atos, ainda que fossem beneficiados indiretamente deles.

Precisamos cobrar do governo mais investimento nas estruturas dos órgãos fiscalizadores, para que estes exploradores que submetem trabalhadores em condições de trabalho análogas à escravidão tenham certeza de que serão punidos perante a lei.

Também se faz necessário, em todos os casos de comprovação de trabalho precário e análogo ao de escravo, que sejam feitas ações de proteção imediata aos trabalhadores e acompanhamento à saúde das vítimas.

É importante descobrir se não houve sequelas, reveladas posteriormente.

Artur Bueno de Camargo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação (CNTA Afins).

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