Victor Dourado é presidente do Simesp

Domingo, 18 de outubro, marcou o Dia do Médico, profissionais que atuam na linha de frente no combate à Covid-19. Seria uma data a se comemorar se o cenário fosse outro.

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Quem explica é o jovem Victor Dourado, presidente do Sindicato da categoria, o Simesp. Segundo o dirigente, a pandemia escancarou uma situação crônica de descaso e precarização das condições de trabalho.

Para ele, a data serve de reflexão.

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“A Covid-19 só veio pra revelar a precariedade que vivenciamos. Temos que repensar como lidar com a Saúde no Brasil. Se por um lado houve aplausos, por outro teve o descaso dos governantes e das empresas”, denuncia.

Victor conta que a categoria enfrenta há anos a precarização dos vínculos de trabalho, com contratações irregulares. “Há pejotização, quarteirização e o processo de cooperativas. Todo esse processo só se agravou em meio a uma crise sanitária nunca vista antes”, ele afirma.

Covid – O Brasil foi o País com maior número de profissionais da Saúde contaminados. Mais de 250 médicos faleceram após contrair a Covid-19. “Sem assistência social e sem direitos, esses profissionais adoeceram e ninguém se responsabilizou. Nem empresas, nem governo”, denuncia.

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Outro fator que agravou o quadro foi, segundo Victor, a falta e a precariedade de insumos e equipamentos de proteção. “Teve médico dormindo no hospital com o equipamento, passando dias com a máscara ou utilizando avental de TNT”, ele conta.

O Simesp atuou a fim de combater o drama da categoria. “Criamos um canal de comunicação. Recebemos uma enxurrada de denúncias. Notificamos as autoridades de Saúde e o Mistério Público do Trabalho. Ainda fiscalizamos a resolução das reclamações. Atuamos inclusive nos hospitais de Campanha”, conta o presidente da entidade.

Saúde – “A pandemia chegou e pegou o Brasil com congelamento de gastos públicos e investimento de 3,5% do PIB na Saúde. Enquanto países europeus destinam de 8,5% e 9% para o setor”, diz Victor.

Para o presidente do Sindicato, o resultado não poderia ser outro. “Não tínhamos sequer testagem suficiente e nem capacidade para reconversão industrial a fim de produzir ventiladores e máscaras. Isso gerou uma dependência econômica e tecnológica de outros países. Ou seja, a pandemia revelou os problemas estruturais que nós temos”, completa.

Desafios – Além de todos esses problemas, os profissionais lutam contra a retirada de direitos. O Sindicato deu início à Campanha Salarial, que neste ano será unificada com outros trabalhadores da saúde, como enfermeiros e nutricionistas, entre outros.

“Unificamos as forças para barrar os ataques que se intensificaram. A primeira proposta patronal sequer incluía a reposição da inflação”, informa Victor. Ele lamenta: “Esse é o reconhecimento pelo trabalho que prestamos na linha de frente do combate à Covid-19”.

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