Eletricitários de Ourinhos estão em greve

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Os trabalhadores da CPFL Santa Cruz, concessionária de energia elétrica na região de Ourinhos-SP, iniciaram greve nesta segunda (28). O movimento paredista se dá pela intransigência da empresa em negociar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A data-base dos eletricitários é 1º de setembro.

A paralisação é acompanhada pelo Sindicato dos Trabalhadores Eletricitários de Ipaussu e Região (Stiehi). Segundo o presidente da entidade, André Luís Paladino, a decisão de parar foi tomada em assembleia no dia 7 de novembro, após os empregados darem prazo até dia 25 de novembro para que a empresa apresentasse contraproposta que atendesse às reivindicações, o que não ocorreu.

“Como a CPFL se recusou a apresentar, os empregados decidiram por realização de greve de 24 horas, a partir da zero hora de 28 de novembro”, afirma André Luís.

O dirigente ressalta que, desde o início das negociações, o Sindicato e os trabalhadores buscaram entendimento com a Companhia, para que fosse apresentada proposta minimamente aceitável. “No entanto, a CPFL Santa Cruz ignorou todas as considerações do Sindicato e não respondeu aos pedidos dos trabalhadores e trabalhadoras.O que nos causou surpresa e indignação”, critica o presidente do Stiehi.

Proposta – “A CPFL Santa Cruz apresentou reajuste pífio, apenas para a carreira dos eletricistas, ignorando os demais empregados que exercem outras funções da empresa, sobe alegação de que os mesmos já possuem as mesmas referências salariais da CPFL Piratininga. O que não é verdade”, informa André Luís.

Reivindicações – Os trabalhadores, por sua vez, pedem reajuste, com ganho salarial real para todos os empregados, equiparação de salários e benefícios, melhorias no Auxílio Alimentação/Refeição, Piso Salarial, lanche e refeição sobre horas extras, cumprimento de cláusula do ACT (que dispõe de oferecimento a adesão de Plano de Previdência Privada aos empregados) e um Plano de Cargos e Salários.

“Não estamos nos recusando a trabalhar. Estamos nos recusando a sermos escravizados por uma empresa que bate recordes de lucros constantemente e premiada pela atuação de seus empregados. É um movimento em defesa da dignidade. Esperamos que a diretoria da CPFL Santa Cruz interrompa sua intransigência e abra negociação”, conclui André Luís Paladino.

MAIS – Site do Sindicato dos Eletricitários de Ipaussu e Região.

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