A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação
(CNTA Afins), Confederação Contac-CUT e a UITA – União Internacional dos
Trabalhadores – debateram em live a Norma Regulatória 36, que protege o
trabalho em frigoríficos. Especialistas alertaram do perigo de se flexibilizar a
NR-36. O debate teve como norte o aperfeiçoamento da NR.

O setor de
frigoríficos emprega cerca de 500 mil trabalhadores.

Houve consenso entre os participantes sobre a importância da Norma na
proteção dos trabalhadores. O coordenador-geral de Segurança e Saúde no
Trabalho, da Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia, Marcelo
Naegele, garantiu que não há intenção de alterar termos que possam piorar
a proteção à saúde do trabalhador.

Melhorias – O presidente da CNTA, Artur Bueno de Camargo, recorda que,
antes da NR 36, a situação era dura para os empregados. “Pela nossa
experiência, a NR não só garante mais saúde e segurança, como
democratiza o ambiente de trabalho. As ferramentas devem ser apropriadas
pra certas atividades e o funcionário precisa ser ouvido sobre isso”, explica.

Os representantes do Ministério Público do Trabalho, juízes e profissionais
da Medicina do Trabalho foram unânimes em ressaltar a importância a
Norma 36. “O Procurador Geral do Trabalho, Alberto Bastos Balazeiro, disse
considerar a NR-36 de extrema importância. Se tiver que mexer, tem que ser
pra melhorar, jamais reduzir qualquer ponto na segurança”, ressalta o
presidente da CNTA.

Passos – As entidades escolhem nomes pra comissão tripartite. “Formada a
Comissão, começa a discussão sobre os pontos que o governo quer mudar.
Atuaremos pra que não se flexibilize nenhum ponto da NR”, alerta o
presidente Artur Bueno de Camargo.

Mais – Acesse o site da CNTA Afins.

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