Entregadores sofrem com descaso de empresas e exposição ao coronavírus

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Entregadores de aplicativo protestam contra condições precárias de trabalho

Em plena pandemia de coronavírus e com o isolamento social decretado, muitas pessoas passaram a executar suas atividades dentro de casa. Mas esse não é o caso de trabalhadores informais, como os entregadores de aplicativos.

Diante do cenário da exposição à doença, os motoboys, ciclistas e motoristas que realizam entregas para empresas como iFood, Uber Eats e Rappi se vêem divididos entre morrer pela Covid-19 ou morrer de fome.

Na última semana ganhou força o movimento criado por Paulo Roberto da Silva, motoboy, que criou a associação dos Entregadores Antifascistas. Paulo gravou um vídeo que denuncia o descaso das empresas e resolveu mobilizar outros trabalhadores que se encontram na mesma situação.

Na pauta estão os pedidos de fornecimento da alimentação aos profissionais, equipamentos de proteção individual (EPIs) e equipamentos de segurança. Além disso, eles querem que os valores das entregas seja diferente, já que, muitas vezes, os entregadores precisam trabalhar de 10 a 12 horas por dia para conseguir ganhar algo em torno de R$ 50,00.

Demanda – De acordo com informações do jornal Valor Econômico, o isolamento social fez com que aumentasse a demanda de entregas para as empresas. Com isso, o aumento dos profissionais cadastrados na Grande São Paulo foi de 20% entre março e maio deste ano.

Mortes – Segundo reportagem do portal Uol, dados do governo de São Paulo mostram aumento no número de óbitos entre os motoboys no mês de março. Foram 39 neste ano contra 21 no mesmo período de 2019.

Vídeo – Assista aqui ao vídeo em que os entregadores fazem manifestação na avenida Paulista denunciando o descaso das empresas.

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